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FPI Sergipe fecha uma rinha e dois criatórios de galos de briga no município de Porto da Folha (SE)

A rinha e os criatórios estavam localizadas nos povoados Grota do Touro e Canudos

A Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco fechou, na manhã dessa sexta-feira (8), uma rinha e dois criatórios de galos de briga em Porto da Folha (SE). As equipes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal, com apoio da Equipe Fauna da FPI, cumpriram quatro mandados de busca e apreensão obtidos pela Promotoria do Ministério Público do Estado, no município. Trinta e oito galos foram resgatados nos três locais interditados e não houve resistência à interdição, pois não havia pessoas nos imóveis.

A rinha e os criatórios estavam localizadas nos povoados Grota do Touro e Canudos. Em um dos locais interditados, havia, inclusive, além da criação de galos, uma arena destinada às brigas de galo. Foram apreendidos petrechos como esporas e biqueiras e os animais apresentavam sinais de maus tratos e cegueira, resultado das rinhas. A FPI/SE identificou indícios de uso de anabolizantes e utilização de chocadeiras, indicando criação profissional de animais. Todo o material apreendido e as gaiolas usadas nos criatórios foram destruídos no local.

A procuradora da República, Lívia Tinôco, informou que os galos resgatados serão examinados e tratados pelos técnicos da equipe Fauna da FPI, e depois, serão destinados a local adequado. “Os galos de rinha muitas vezes são tratados com hormônios e outros estimulantes, o que os torna inadequados para consumo humano”, detalhou a procuradora. O vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Maciel Oliveira, explica que o MP do Estado de Sergipe já vinha investigando a situação e pediu apoio da FPI.

A partir de agora, explica o promotor de Justiça Ricardo Machado, segue o trabalho para “identificar, com maior precisão, os responsáveis e as circunstâncias de tempo em que operavam essas rinhas, por meio de procedimento investigatório que requisitaremos à delegacia local”. O objetivo, segundo o promotor, é responsabilizar os proprietários das rinhas e criatórios pela prática de maus tratos. Machado explicou ainda que pretende realizar um trabalho educativo junto às escolas públicas e privadas, “veiculando os vídeos da ação da FPI com o objetivo de prevenir as práticas criminosas constatadas”, completou.

Instituições Parceiras - Trinta e três instituições estão articuladas na Fiscalização Preventiva Integrada em Sergipe. São 20 órgãos federais, 13 órgãos estaduais e duas instituições da sociedade civil organizada, além de profissionais colaboradores de diversas áreas do conhecimento. A Equipe Fauna da FPI é composta por profissionais da Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema), Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), Centro da Terra- Grupo Espeleológico de Sergipe (CT/SE), Polícia Militar de Sergipe (PM/SE), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) e Centro de Manejo de Fauna da Caatinga (Cema/Fauna).

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