Sistema de inteligência artificial é apresentado em reunião na PRR1
A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) sediou apresentação sobre a implementação de sistemas de inteligência artificial em prol da justiça brasileira. Realizado no começo deste mês, o encontro teve participação de profissionais de tecnologia da informação do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ/RO), desenvolvedores do sistema Sinapses.
Mikaell de Araújo e Alcides Campos, analistas de desenvolvimento do TJ/RO, fizeram breve apresentação da interface do sistema, comentaram sobre suas funcionalidades e narraram etapas cumpridas pela equipe de desenvolvedores do tribunal para elaborar e implementar plataforma no âmbito da instituição.
Representando a PRR1 estavam o procurador regional da República Bruno Acioli e o coordenador de tecnologia da informação e comunicação Cristiano Reis. Estiveram presentes, ainda, Rildo Brito Costa, assessor-chefe de apoio técnico à investigação da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (SPPEA), e Weslei Gomes de Sousa, assessor-chefe de projetos da Ouvidoria do MPF e assessor técnico do grupo de ferramentas de TI da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão.
Sinapses – O sistema desenvolvido em Rondônia tem como principal objetivo automatizar atividades repetitivas, desonerando servidores dessas atribuições e, por consequência, aumentando a produtividade dos setores. Como exemplo, foi citada a classificação de processos por temas. Através de um conceito conhecido como machine learning, ou seja, “ensinando” a máquina, é possível que ela identifique padrões recorrentes e automatize este tipo de atividade, substituindo o trabalho de toda uma equipe de servidores.
Contrariando uma ideia muito comum, as inovações em inteligência artificial não chegam para roubar o espaço das pessoas, mas para complementar o trabalho delas. “A ideia é que a máquina execute o trabalho repetitivo, automático, liberando, assim, os servidores para pensar e realizar as tarefas que só o ser humano tem a capacidade de fazer”, afirma Mikaell.
A tarefa de “ensinar” a máquina, por sua vez, foi descrita por Alcides. “Alimentamos o banco de dados do sistema para que ele pudesse reconhecer e classificar, por exemplo, uma petição inicial. Para isso, cadastramos inúmeros exemplos, sempre categorizando os componentes de um documento deste tipo: partes, causa de pedir, valor da ação, ementa. Por fim, o sistema conseguiu identificar e classificar mesmo aquelas peças mal digitalizadas, impossíveis de se reconhecer a olho nu”, conta.
Alcides e Mikaell destacaram o ambiente favorável à inovação, proporcionado pela atual gestão do TJ/RO. “Temos tempo, pessoal e estrutura para desenvolver este tipo de atividade. Temos, acima de tudo, o entendimento da atual gestão do tribunal da importância que projetos como o Sinapses têm no aumento da eficiência do judiciário brasileiro”, explica Mikaell.
Bruno Acioli, por sua vez, destacou a importância deste intercâmbio de ideias para o fortalecimento da parceria entre as diversas instituições que integram a justiça brasileira. “A presença de vocês aqui é fundamental, é o pontapé inicial para demais conversas que teremos no sentido de unificar os sistemas dos tribunais e do Ministério Público, para que estejamos todos na mesma sintonia, capazes de entregar com cada vez mais agilidade um bom serviço para a população, fortalecendo, assim, as nossas respectivas instituições perante a sociedade”, ressaltou.

