Presidente do CNJ, ministro Dias Toffoli aponta injustiça em críticas relacionadas à atuação do PGR
O presidente do Supremo Tribunal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dias Toffoli, enalteceu a atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras que, segundo o ministro, tem agido com prudência e parcimônia, buscando evitar problemas para o país. A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira (8), durante abertura III Fórum Nacional de Corregedores (Fonacor). Realizado por meio de videoconferência, o evento da Corregedoria Nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), busca soluções e projetos para o enfrentamento dos desafios dos corregedores federais, eleitorais, trabalhistas, militares e estaduais diante da realidade do Judiciário. Além de Dias Tofolli e de Augusto Aras, os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM/AP) também participaram da abertura do evento.
Ao mencionar o trabalho do procurador-geral da República, Dias Tofolli lembrou que Augusto Aras vem “exercendo as suas funções com altivez, firmeza e liderança”. Ele também defendeu o PGR de críticas, que classificou como injustas. Afirmou que não é por meio da mídia, nem de discursos que as coisas se resolvem, mas sim com atuação concreta nos feitos. "Fica aqui o meu testemunho da firmeza, da coragem de atuação e, mais do que nunca, de não cair na vaidade que outros no passado caíam, de achar que o holofote é a solução, quando não é. É o trabalho, é a dedicação, é o conteúdo, é a defesa da instituição e é o que vossa excelência, o PGR, vem fazendo", ponderou.
Sobre o tema do evento, Dias Tofolli destacou os esforços de coordenação desenvolvidos pela Corregedoria Nacional do CNJ, que, segundo ele, têm ajudado o Poder Judiciário brasileiro a desenvolver trabalho articulado, responsável e de solidariedade com aqueles que mais precisam neste momento. Ele pediu prudência aos membros da Justiça nas ações tomadas no atual período de crise, dando prioridade às ações necessárias no combate à pandemia da covid-19. Também ponderou acerca da necessidade de harmonização entre os Poderes para que seja possível desenvolver trabalho conjunto em defesa dos mais vulneráveis.
Já o corregedor-geral do CNJ, ministro Humberto Martins, por sua vez, defendeu a unidade e a harmonia do Poder Judiciário como forma de aumentar a eficiência no alcance das ações, otimizar os recursos, bem como dar visibilidade e multiplicar as boas práticas. "Assim, a realização deste fórum corresponde a um importante passo no sentido de aproximar as corregedorias de sua missão constitucional de elaborar as diretrizes necessárias para a construção de um Poder Judiciário cada vez mais capaz de atender aos anseios e às necessidades de nossa população", sintetizou.

