Eleições 2018: Raquel Dodge defende segurança do sistema eleitoral brasileiro
Não é fácil atingir o ponto de credibilidade que a Justiça Eleitoral brasileira alcançou. A afirmação é da procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, e foi feita na manhã deste sábado (6), durante o processo de verificação dos sistemas de votação. Na cerimônia, realizada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram conferidas a autenticidade e a integridade de quatro softwares utilizados no recebimento dos arquivos das urnas eletrônicas e a inserção dos dados no sistema de totalização do TSE.
Ao fim da solenidade, além da procuradora-geral, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Tofolli, defenderam a segurança do processo eleitoral brasileiro. “A atividade desta manhã é muito importante para que a população saiba que a urna eletrônica funciona e está habilitada a contar adequadamente a vontade do eleitor”, destacou Raquel Dodge, frisando que mais de 147 milhões de brasileiros estão habilitados a votar neste domingo (7).
A PGE também enfatizou a credibilidade que a sociedade deposita no regime democrático. Ao complementar informação destacada pelo presidente do STF sobre recente pesquisa do Instituto Data Folha - segundo a qual a maioria da população considera a democracia o melhor regime de governo. “É muito significativo que 69% dos brasileiros apostem na democracia, sobretudo, neste momento em que celebramos os 30 anos da Constituição Federal de 1988, comemorados ontem”, afirmou.
A segurança do sistema eletrônico de votação também foi mencionada pela ministra Rosa Weber. “Temos um sistema ágil, seguro e auditável. A população pode ter certeza que o resultado que será divulgado será a exata manifestação apresentada na urna”, afirmou, durante visita ao comitê de imprensa montado no TSE. Rosa Weber destacou ainda a importância da parceria entre a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral em todo o processo de preparação para as eleições gerais deste ano.
Central de totalização – A comitiva de autoridades esteve na central de totalização dos votos da eleição presidencial, montada no TSE. O espaço inclui uma área para observadores externos. Ao todo, dez pessoas, entre representantes de partidos políticos, organizações internacionais e do MP Eleitoral acompanharão a totalização dos votos para presidente da República. O procurador da República João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, membro auxiliar da PGE, foi designado por Raquel Dodge para ser o representante do MP Eleitoral. Os observadores ficarão isolados no local do início à conclusão do processo de totalização dos votos. “Essa transparência agrega ainda mais segurança ao sistema”, pontuou Raquel Dodge ao deixar o local.
Verificação - Conduzido por servidores da área de tecnologia da informação do TSE, o processo de verificação dos sistemas durou pouco mais de meia hora e foi acompanhado por representantes de instituições como Procuradoria-Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Polícia Federal, Comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA). Foram checados dados dos 27 tribunais regionais eleitorais e os referentes aos votos do exterior, cuja central de processamento está fisicamente no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.
As informações foram comparadas com os chamados resumos digitais incluídos nas urnas no dia 6 de setembro, quando foi feita a lacração desses equipamentos. Naquela oportunidade, o sistema foi atestado pelos representantes do MP Eleitoral, da PF e do TSE.

