MPF lança site com informações sobre sua atuação no caso do acidente com Césio 137 em Goiânia
Resgatar a memória do acidente radioativo com o Césio 137 ocorrido em 13 de setembro de 1987 e apresentar à sociedade toda a atuação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso nos últimos 30 anos. Com esse objetivo, o MPF em Goiás lançou na internet, nesta terça-feira (12), o site “Césio 137 – 30 anos do acidente em Goiânia: memórias e reflexões”.
A página disponibiliza para os usuários da internet, de forma unificada, informações oficiais sobre a atuação judicial e extrajudicial do MPF para responsabilizar os culpados pela tragédia e proteger as vítimas e a sociedade goiana, desde o oferecimento da denúncia, em 30 de novembro de 1987, contra os responsáveis pela clínica onde a cápsula com o Césio 137 foi abandonada.
Ao navegar pelo site, no endereço www.mpf.mp.br/go/cesio137, o internauta tem acesso a informações diversas, como as principais peças processuais referentes às quatro ações civis públicas (ACPs) ajuizadas e à ação penal proposta. Além disso, informações sobre o acidente, vídeos, galerias de fotos e uma completa linha do tempo com as principais manifestações do MPF sobre o acidente também podem ser conferidas.
Atualizações – Para que as informações disponibilizadas não fiquem defasadas, o MPF se compromete a manter a página constantemente atualizada, sempre que houver novas ações e manifestações sobre o caso ou decisões judiciais, tendo em vista que ainda há ações em tramitação.
O Acidente – No dia 13 de setembro de 1987, catadores de lixo encontram, nas antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, no centro de Goiânia, um aparelho de radioterapia abandonado. Eles removem o equipamento e o vendem a um ferro-velho, onde foi desmontado, expondo ao ambiente 93g de cloreto de césio-137 (CsCI). Somente em 28 de setembro de 1987, a esposa do dono do ferro-velho leva parte da máquina de radioterapia até a sede da Vigilância Sanitária, quando é identificada a contaminação radioativa. Em 23 de outubro, pouco mais de um mês após o acidente, a criança Leide das Neves (sobrinha do dono do ferro-velho) faleceu em decorrência dos efeitos radioativos, vindo a tornar-se símbolo do acidente.

