PGR defende fortalecimento do diálogo no Ministério Público em solenidade de posse da nova diretoria da ANPR
O procurador-geral da República, Augusto Aras, participou, na noite desta quinta-feira (6), da solenidade de posse da diretoria eleita e do colégio de delegados da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para o biênio 2021/2023, em Brasília. Aras enfatizou o papel da ANPR na harmonização do Ministério Público brasileiro e destacou a contribuição da entidade para garantir que a instituição se mantenha íntegra e fiel aos valores constitucionais, os quais classificou como imprescindíveis ao processo civilizatório. Ele desejou sorte à nova diretoria e ao colegiado e defendeu o diálogo nos dois anos que se seguirão. "Que busquemos dentro da nossa independência agir com harmonia. Precisamos multiplicar nossos potenciais e capacidades para vencer o inimigo invisível, que é a covid-19. Sejamos agentes do melhor de nós mesmos e que entreguemos a busca harmônica pelos melhores resultados para a sociedade", ponderou.
O novo presidente da ANPR, procurador regional da República Ubiratan Cazetta, reforçou o caminho do diálogo como forma de fortalecer o Ministério Público. Também destacou a necessidade de valorização da carreira em todos os seus níveis, promovendo o devido reconhecimento dos membros da instituição. "Esse movimento de diálogo, de ouvir e ser ouvido, é a única forma de construirmos uma sociedade real. Para isso, a ANPR deve atuar como instituição de Estado que defende a Constituição e os compromissos internacionais de direitos humanos, com equilíbrio e respeito mútuo. A convivência nos elevará a um lugar melhor, mais digno e que nos dará a esperança necessária para continuar a caminhar", discursou.
A cerimônia foi realizada no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) e transmitida pelo canal do Ministério Público Federal no YouTube. Além do PGR, participaram da solenidade o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF); o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, e o ministro Herman Benjamin; e o representante do MPF no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Silvio Amorim Junior.

