You are here: Home / Notícias do Portal do MPF / MPF recorre para aumentar pena de advogado condenado por apropriação de valores e uso de documento falso

MPF recorre para aumentar pena de advogado condenado por apropriação de valores e uso de documento falso

O profissional sacou o valor de alvará judicial depositado em nome de uma cliente, mas não repassou a ela o dinheiro

O Ministério Público Federal (MPF) em Passo Fundo recorreu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), nesta semana, para aumentar a pena fixada em sentença proferida pela 3ª Vara Federal. Ele foi  condenado a 2 anos e 8 meses de reclusão e multa, em razão da prática dos crimes de apropriação indébita e uso de documento falso.

O processo criminal teve início após ser apurado que o advogado sacou valor de alvará judicial depositado pela Caixa Econômica Federal, em nome de uma cliente, mas não repassou o dinheiro, que deveria seria utilizado por ela na realização de reformas em sua residência. Além de não repassar o valor, o advogado informou, falsamente, à cliente que o valor só seria disponibilizado se ela providenciasse uma nota fiscal de que a reforma havia sido realizada. Atendendo à orientação do advogado, a cliente obteve uma nota fiscal falsa de prestação de serviços, que foi apresentada pelo advogado no processo como forma de prestar contas da utilização do valor que estava em seu poder.

Descoberta a prática do crime, o advogado e a cliente foram denunciados, além de outras duas pessoas, que forneceram a nota fiscal falsa. Ao final do processo, o advogado e sua cliente foram condenados, ele pela prática dos delitos de apropriação indébita e uso do documento falso, e ela pela prática do crime de uso de documento falso.

Para o MPF, a pena aplicada ao advogado – 1 ano e 4 meses para cada um dos delitos, totalizando 2 anos e 8 meses – deve ser elevada, em razão da gravidade dos crimes praticados, pois, além de apropriar-se de valor que deveria ser utilizado nas obras da residência de sua cliente, induziu-a a providenciar nota fiscal falsa. Além disso, o advogado dizia à cliente que o valor para a reforma da residência não era liberado em razão da demora na tramitação do processo, permanecendo a cliente com os graves defeitos em sua casa por aproximadamente três anos, enquanto os valores já estavam em poder daquele que deveria ser seu defensor.

login