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MPF apresenta memoriais em caso de preconceito e discriminação contra povos indígenas

Fato aconteceu em postagens nas redes sociais após ocupação de escola

O Ministério Público Federal (MPF) em Passo Fundo apresentou memoriais na Ação Penal que trata da prática e incitação de preconceito e discriminação contra os povos indígenas, através de declarações postadas na página da Rádio Diário da Manhã de Carazinho no Facebook.

E
m março de 2016, indígenas egressos do acampamento de Mato Castelhano/RS ocuparam, em ato de manifestação, as dependências da Escola Estadual de Educação Profissional de Carazinho – EEEPROCAR, pois acreditavam que seria justo que o terreno fosse doado para a construção de um acampamento.

O veículo de comunicação Diário da Manhã publicou reportagens intituladas “Índios ocupam área junto a EEPROCAR” e “39ª CRE notifica índios para saírem da EEEPROCAR
em 60 dias” e logo após os acusados publicaram na rede social as mensagens que se caracterizam como atos de discriminação e preconceito em relação às etnias indígenas.

O
MPF reitera seu posicionamento de que, ao contrário do que foi alegado pelos réus, as mensagens foram escritas com o objetivo de difamar a comunidade indígena e disseminar o preconceito e a discriminação, e que o fato dos indígenas terem ocupado o imóvel, causando alguns transtornos e mudanças na rotina escolar, não autoriza os acusados ao abuso do direito de livre expressão, aproveitando-se do episódio para a reprodução de discurso de ódio em rede social de amplo alcance.

Se condenados, os réus podem ser condenados a penas de reclusão que vão de dois a cinco anos.

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