Evento no MPF valoriza descobertas científicas do estado
Mapeamento, estudo e identificação de mais de 200 cavernas com tipos rochosos diferentes, algo muito raro em um espaço geográfico relativamente pequeno. Descoberta de pinturas rupestres e fósseis de 94 milhões de anos. Essas foram algumas das descobertas científicas trazidas pelo grupo Centro da Terra, ao evento “Conhecendo as Cavernas de Sergipe”, que foi sediado e organizado pelo Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) na última quinta, 7 de dezembro. Na ocasião, houve exibição de documentário, lançamento de livro e exposição de fotos.
O Centro da Terra, grupo espeleológico de Sergipe, e o MPF foram parceiros de operações durante a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), que encontrou caverna de fósseis sendo utilizada como depósito clandestino de lixo. Depois da exposição do documentário “Expedição Centro da Terra – Conhecendo as cavernas no meio ambiente”, que mostra o trabalho do grupo, o fundador Elias Silva ressaltou a importância de envolver as comunidades locais na produção do conhecimento e preservação do patrimônio histórico e ambiental. “De início, íamos às cavernas sem olhar para o que estava ao redor, depois percebemos como é importante dialogar, inclusive com as crianças, transformando os termos científicos em linguagem popular”.
Essa iniciativa foi elogiada pela deputada Ana Lúcia, que estava presente: “Isso mostra como é importante a educação colocada em prática”. Além dela, também prestigiaram o evento o, o procurador-chefe do Ministério Público Federal em Sergipe Rômulo Almeida e os Procuradores da República Flávio Matias e Lívia Tinôco.
Exposição – A exposição de vinte fotos de cavernas de Sergipe feitas pelo servidor público Tiago Neves durante as operações da FPI fechou a manhã. Seus colegas de trabalho prestigiaram o evento entusiasmados. “Antes era difícil imaginar que Sergipe tinha tanta riqueza arqueológica como foi visto aqui hoje”, comentou Gustavo Monteiro, estagiário do MPF.

