PFDC se reúne com representantes do Instituto Auschwitz
O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, participou de reunião virtual nesta quarta-feira (15) com duas representantes do Instituto Auschwitz para a Paz e a Reconciliação (AIPR). Na ocasião, foi reafirmada a intenção de continuar e intensificar a parceria entre as duas instituições iniciada em 2012. Na reunião, Vilhena conheceu um pouco mais sobre os eixos temáticos do instituto e que vão ao encontro da linha de trabalho da atual gestão da PFDC como migração, direitos humanos, direitos LGBTQI+ e Justiça de transição.
Para o procurador federal dos Direitos do Cidadão, a interlocução com organismos internacionais é uma das prioridades de sua gestão, o que inclui intensificar a parceria com o Instituto Auschwitz. Para a diretora de políticas educativas do instituto, Clara Ramirez Barat, o apoio da PFDC para ampliar projetos na área é muito relevante. Ela lembrou de uma parceria que envolveu as embaixadas nórdicas, da Finlândia e da Suécia, com a capacitação de crianças da rede pública do DF.
O Instituto Auschwitz é parceiro da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão no âmbito da Rede Latino-Americana para Prevenção de Genocídio e Atrocidades Massivas. A Rede congrega instituições públicas de países da região que adotaram a prevenção de graves violações aos direitos humanos como elemento central de sua agenda.
O objetivo da Rede é auxiliar na tarefa de instrução e sensibilização de autoridades internas para a prevenção de violações em massa de direitos humanos, bem como o desenvolvimento de programas de monitoramento de alertas precoces. Além do Brasil, entidades de outros 15 países integram a Rede: Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Honduras, Venezuela, El Salvador, Bolívia, Uruguai e Panamá.
A diretora do programa para América Latina do Instituto Auschwitz, Eugenia Corbone, explicou que a instituição trabalha na perspectiva de aprender com os erros do passado para que não se repitam no futuro. Segundo ela, a organização apoia governos e instituições de Estado a pensarem na incorporação do enfoque da prevenção de atrocidades e contra a discriminação, e a identificar populações em vulnerabilidade para traçar estratégias de prevenção. Eugenia destacou ainda que a pandemia é uma das novas linhas de pesquisa do instituto.

