Webinar sobre lavagem de dinheiro começa nesta quarta-feira, 4/11, com debate sobre criptomoedas no canal MPF SP no Youtube
Como as criptomoedas podem ser usadas para ocultar a origem ilícita de valores? E qual o papel dos cartórios no enfrentamento da lavagem de dinheiro e, por consequência, no combate à corrupção? Temas como esses serão debatidos no webinar Lavagem de Dinheiro, com curadoria dos procuradores da República Daniel de Resende Salgado e Rodrigo de Grandis, organizado, em São Paulo, pelo núcleo de eventos do Ministério Público Federal (MPF).
Abrindo o ciclo em 4 de novembro, às 16h, o primeiro debate será sobre lavagem de dinheiro com moedas virtuais usadas em transações online, as chamadas criptomoedas, e contará com a presença da advogada e mestre em direito penal Mariana Tumbiolo e do procurador da República Leandro Bastos Nunes, com moderação do também procurador da República Helio Telho. Leia a programação completa das próximas semanas:
Discussão necessária – Realizada com sofisticação crescente, a lavagem de capitais, que envolve a ocultação de bens e sua origem, é um dos principais facilitadores da corrupção em todo o mundo. Esse mecanismo é alvo da lei nº 9.613, de março de 1998, atualmente em discussão para revisão e atualização pela Câmara dos Deputados.
Dois membros do MPF que participam da comissão jurídica na Câmara serão moderadores dos debates online: o procurador da República Rodrigo de Grandis, também curador do webinar, coordenará a discussão sobre “Imputação de Ações Neutras, Advocacia e Lavagem de Dinheiro”. Já o procurador da República Andrey Borges de Mendonça irá moderar o último encontro, que abordará autolavagem e as perspectivas de alteração da lei.
“Praticamente todas as semanas vemos notícias envolvendo alguma forma de lavagem de capitais. É um momento importante para se discutir aspectos da lei”, afirma o procurador da República Rodrigo de Grandis, um dos curadores do webinar. “As discussões capitaneadas pelo Ministério Público Federal dos aspectos da legislação antilavagem é premente. Precisamos ficar atentos para que seja aplicada da melhor maneira possível e também que não haja nenhum retrocesso nessa seara”, sustenta o procurador da República Daniel de Resende Salgado, também curador das mesas de discussão.

