MPF denuncia dois envolvidos em ataque à agência da Caixa em Bauru (SP)
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou dois envolvidos no ataque à agência da Caixa Econômica Federal no centro de Bauru (SP), ocorrido na madrugada do dia 5 de setembro. José Luiz Milani e Caio Rossano Partezani foram presos em flagrante no mesmo dia do roubo, na cidade de Rio Claro. Na casa onde eles estavam, foram encontrados R$ 45 mil em espécie, além de explosivos e munições. Imagens de câmeras de segurança também revelaram que veículos utilizados no assalto ao banco estiveram na residência dos denunciados dias antes do crime.
Eles são acusados de integrar organização criminosa para a prática de roubo, com uso de explosivos, armas de fogo de uso restrito (fuzis AK-47) e com manutenção de refém, causando danos a agência bancária, viaturas policiais e carros particulares, além da posse de explosivos, armas e munições. O MPF requereu ainda que a Justiça Federal mantenha a prisão preventiva da dupla.
O ataque na madrugada do dia 5 de setembro contou com a participação de aproximadamente 20 homens, ainda não identificados, que utilizaram pelo menos oito carros, inclusive blindados, para chegar ao local do crime. O comboio de veículos pelas ruas da cidade chamou a atenção de policiais militares, que trocaram tiros com os criminosos. Houve intenso tiroteio, trazendo terror a todos que residem ou que estavam próximo ao local. Segundo depoimentos, o grupo estava fortemente armado, com munição e armamentos de vários calibres e tipos, inclusive fuzis. Além disso, todos estavam encapuzados, impossibilitando a identificação.
Eles utilizaram explosivos para arrombar o cofre, destruindo parte da agência da Caixa. Devido à intervenção policial, contudo, a ação foi rápida. Ao todo, foram levados R$ 207 mil, além de dólares e pedras preciosas. Mas boa parte dos bens roubados foi recuperada pelos agentes. Em um dos veículos abandonados pelos criminosos durante a fuga, foram encontrados R$ 161 mil, US$ 868 mil e uma maleta com esmeraldas, além de coletes balísticos, rádios comunicadores, carregadores e munições.
Assim, após recuperados os bens e valores abandonados durante a fuga, o prejuízo contabilizado pela Caixa ainda somava R$ 46 mil (em espécie). O valor é bem próximo ao que foi apreendido, horas depois, na cidade de Rio Claro, na casa de José Luiz Milani, onde também se encontrava Caio Rossano Partezani, que no dia anterior ao roubo esteve em Bauru, conforme ele mesmo declarou.
Refém - Durante a fuga, uma parte do bando rendeu o motorista de uma van e sequestrou o veículo, mantendo o homem refém. Ele ficou amarrado, com um capuz na cabeça, por mais de 30 minutos, até os criminosos deixarem a van em Santa Maria da Serra, na SP-191. Outros carros utilizados no ataque também acabaram sendo abandonados pelos infratores, em razão da ação policial, e, após serem apreendidos, verificou-se que alguns eram roubados ou furtados.
Após o assalto à agência, também houve intensa troca de tiros na Av. Nuno de Assis, onde alguns dos envolvidos, que tentavam fugir, encontraram policiais militares da cidade de Jaú, que haviam sido chamados para prestar apoio à ocorrência em Bauru. Para facilitar a fuga, os criminosos ainda incendiaram um veículo próximo à agência da Caixa, em Bauru, e ameaçaram um motorista, para que deixasse seu carro atravessado na pista, obstruindo uma rua próxima.
O número do processo é 0001269.2018.403.6108. Para consultar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/. As investigações pelas autoridades policiais, com o acompanhamento do MPF, para identificação dos outros membros da quadrilha, continuam.

