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Justiça Eleitoral cassa mandato do deputado estadual Vinícius Clementino Cirqueira por captação e gastos ilícitos de recursos eleitorais

Assembleia Legislativa de Goiás empossou o suplente, Sérgio Bravo (PROS), no final de setembro

Acolhendo parecer do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou os recursos interpostos por Vinícius Clementino Cirqueira (PROS), confirmando acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE/GO) que cassou o mandato de deputado estadual e declarou sua inelegibilidade por oito anos, determinando a posse do respectivo suplente, em razão da prática de captação e gastos ilícitos de recursos eleitorais nas eleições de 2018. Assim, a Assembleia Legislativa de Goiás deu cumprimento ao julgado, empossando o suplente Sérgio Bravo (PROS) no final de setembro de 2021.

Em 27 de novembro de 2020, por decisão monocrática do Ministro Alexandre de Moraes,TSE já havia negado provimento ao recurso ordinário interposto por Vinícius Cirqueira contra acórdão do TRE/GO que cassou o seu diploma, além de declará-lo inelegível pelo prazo de oito anos. Com isso, ficou mantida a sua condenação pela prática da captação e gastos ilícitos de recursos eleitorais nas eleições de 2018.

Entenda o caso De acordo com as investigações do MP Eleitoral, Vinícius Cirqueira recebeu, durante a campanha eleitoral de 2018, verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) por meio de “cartões pré-pagos” sem, contudo, apresentar documentação hábil a atestar a fidedigna destinação dos valores gastos. Além disso, a forma utilizada pelo então candidato para movimentação financeira e pagamento das despesas, por meio de cartões de débito, camuflou o idôneo emprego dos recursos públicos, pois impossibilitou que a Justiça Eleitoral fiscalizasse sua real destinação.

As irregularidades relativas à falta de comprovação dos gastos eleitorais efetuados por Vinícius Cirqueira, com recursos públicos, totalizaram mais de R$ 164 mil, o que corresponde a aproximadamente 34,50% do total das receitas obtidas para sua campanha eleitoral, o que demonstra a gravidade das irregularidades. O então candidato utilizou os recursos para contratação de pessoal e compra de combustível durante a campanha eleitoral.

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