Promove-se, assim, a tolerância em uma cultura de paz, enfatiza Augusto Aras sobre o Prêmio Respeito e Diversidade durante solenidade
“O Ministério Público brasileiro é uma instituição indutora da cidadania, incumbindo-lhe a busca por uma sociedade mais justa, livre e solidária para todas as pessoas. Apenas em uma sociedade plural e inclusiva é que se garante o respeito às liberdades civis, aos direitos humanos e às garantias fundamentais”. Com essas palavras, o procurador-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Augusto Aras, deu o tom da solenidade de entrega do Prêmio Respeito e Diversidade, realizada nesta terça-feira (21).
O presidente do CNMP também afirmou que o Prêmio Respeito e Diversidade cumpriu seu intuito ao “valorizar e dar visibilidade a projetos tão relevantes” e lembrou ainda que a data da entrega do Prêmio Respeito e Diversidade também remete ao Dia Internacional da Paz. Nas palavras de Aras: “Para a promoção da paz, são necessários espaços de diálogo entre as posições contrapostas, objetivando a melhor solução, em verdadeira articulação das diferenças”.
Compuseram a mesa de abertura do evento, o diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), Manoel Jorge e Silva Neto; o subprocurador-geral da República e presidente da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena; o procurador-geral do Ministério Público Militar (MPM) – representando a presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça (CNPG), Ivana Lúcia Franco Cei – Antônio Pereira Duarte; a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás (MP/GO) e membro da comissão julgadora do Prêmio, Tamara Andréia Botovchenco; e o jornalista e membro da comissão julgadora do Prêmio, Heraldo Pereira.
Manuel Jorge e Silva Neto considerou a premiação "uma iniciativa do mais relevante e elevado significado". Ele referenciou as palavras de Gandhi ao dizer que "o mais perfeito ato humano é a paz, e não se pode cogitar ter paz sem respeito e sem diversidade". Na sequência, Heraldo Pereira falou que o Prêmio faz parte de um conjunto de importantes reflexões do Ministério Público e incentivou à sociedade a participar de mais iniciativas semelhantes.
Tamara Andréia destacou que “o Projeto Respeito e Diversidade traz para todo o MP e a sociedade a reflexão de que a mudança e o fomento de políticas públicas só são possíveis se trabalharmos em rede”. Já Antônio Pereira Duarte defendeu que a iniciativa promove “a igualdade e a inclusão, fazendo com que se possa buscar com dignidade uma sociedade livre, justa e solidária”. Por fim, Carlos Alberto Vilhena se disse honrado por participar de um projeto que “reconhece iniciativas de respeito e diversidade e parabeniza pessoas que estão contribuindo para diminuir as diferenças e construir uma sociedade mais justa”.
Ao final do evento, houve apresentação do Quarteto de Cordas da Escola de Música de Brasília.
Os vencedores - Os vencedores foram anunciados no último dia 3 de setembro. Na modalidade Imprensa, dentro da categoria Jornal Impresso, Revista impressa e Webjornalismo, os vencedores foram: Helton Simões Gomes (1º lugar), com a reportagem online “Quando o DNA diz de onde vim”; Julia de Miranda (2º lugar), com a reportagem online “Heroínas negras do Brasil: cinco mulheres que todos devem conhecer”; e Claudia Rolli (3º lugar), com a matéria online e impressa “Diversidade nas empresas abre a porta para a inovação” .
Na mesma modalidade, na categoria Radiojornalismo e Telejornalismo, os vencedores foram: Aline Costa e Silva (1º lugar), com a reportagem de rádio “Mulheres negras são mais exploradas e negligenciadas socialmente”; Pedro Junior Rockenbach (2º lugar), com a reportagem de TV “Catálogos de suspeitos levam inocentes para a cadeia”; e Eduardo de Matos Silva (3º lugar), com a reportagem de rádio “Prisão sem guardas: uma oportunidade real para a ressocialização de presos”.
Já na modalidade Sociedade, os vencedores foram: Instituto para o Desenvolvimento Sustentável – INDES (1º lugar), com o projeto “Justiçeiras”; a Associação Junior Achievement do Brasil (2º lugar), com o projeto “ JA Brasil”; e Azmina (3º lugar), com o projeto “PenhaS”.
Em todas as modalidades e categorias do Prêmio, o primeiro colocado recebeu R$ 20 mil; o segundo lugar, R$ 15 mil; e o terceiro, R$ 10 mil.
O Prêmio - O projeto Respeito e Diversidade foi pensado para estabelecer o desenvolvimento de um conjunto de ações interinstitucionais contributivas à construção de uma sociedade livre e democrática, firme no cumprimento do destacado papel do Ministério Público como instituição indutora e promotora da defesa da garantia dos direitos humanos e da concretização da cidadania para todos e voltado à disseminação de uma cultura social inclusiva, pautada no pluralismo e na compreensão das diferenças como expressão da singularidade do ser e da multiplicidade que marca o Brasil.
A premiação é uma das atividades do Projeto Respeito e Diversidade, fruto da cooperação entre o CNMP, o Ministério Público Federal (MPF), por intermédio da Procuradoria-Geral da República (PGR), e a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU).
Imprensa - A modalidade Imprensa premiou matérias e reportagens que trouxeram informações e promoveram a conscientização sobre valores basilares de uma sociedade democrática e livre de preconceitos, concebida como espaço de diálogo, de liberdade e de respeito, na qual equidade, acesso à vida digna e justiça social são vitais para o fortalecimento da democracia.
Sociedade - A modalidade Sociedade premiou atividades voluntárias que tenham objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, esportivos, ambientais, recreativos ou de assistência à pessoa, que visem ao benefício e à transformação da sociedade com o engajamento de voluntários.
Foram habilitadas 81 iniciativas, sendo 69 na categoria Imprensa e 12 na categoria Sociedade.
Comissão Julgadora - Em 17 de junho, foram designados os integrantes da comissão julgadora responsável pela avaliação das atividades e dos trabalhos inscritos no Prêmio. Compuseram a comissão a promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás Tamara Andreia Botovchenco; o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia Edvaldo Gomes; a procuradora regional do Trabalho Ludmila Reis; e os jornalistas William Waack e Heraldo Pereira.

