MPF se manifesta contrário a ampla flexibilização das atividades comerciais em Cascavel (PR)
O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou, na última sexta-feira (5), manifestação à Prefeitura de Cascavel (PR), contra a flexibilização das atividades comerciais considerando os dados da incidência da covid-19 na região. O MPF manifestou-se contrário à permanência de ampla flexibilização das atividades comerciais no município, entendendo ser necessário manter somente o atendimento ao público in loco quanto aos serviços estritamente essenciais (alimentação, farmácias, postos de gasolina etc). Quanto ao restante, recomendou o fechamento de estabelecimentos atuantes em setores prescindíveis, a fim de reduzir a transmissão do novo coronavírus entre os moradores. Como alternativa, o documento sugere rodízio no comércio, alternando o dia de funcionamento por setores.
Frigoríficos – Especificamente ao setor de frigoríficos, o MPF – considerando que esses locais se revelaram recentemente foco de transmissão da covid-19 – manifestou-se para que seja feita avaliação da situação pelos órgãos de vigilância sanitária até 10 de junho, a fim de se concluir sobre a continuidade ou restrição referentes aos trabalhadores envolvidos na produção.
Publicização de dados – A manifestação também solicita “que seja esclarecido pelo chefe do Executivo municipal qual a previsão para o fim do pico e o início da descensão na curva, bem como a base técnica para tais previsões”, considerando a “declaração pública do prefeito prevendo que ‘o início do pico chegou’”. O documento também pede a publicação de dados de movimentação da população fornecidos a partir das operadoras de telefonia celular a cada três dias.
Aumento de contaminados – Diariamente é registrado aumento no número de pessoas contaminadas pela covid-19 em Cascavel: foram 56 casos em 4 de junho, 31 no dia anterior, 92 casos relativos aos dias 1º e 2 deste mês, 21 casos em 30 de maio, 44 casos em 29 de maio, 30 no dia anterior e 9 em 27 de maio.

