You are here: Home / Notícias do Portal do MPF / Integrantes do Ministério Público do Estado do Mato Grosso (MP/MT) apresentam o Projeto Data Science na PRR1

Integrantes do Ministério Público do Estado do Mato Grosso (MP/MT) apresentam o Projeto Data Science na PRR1

Ferramenta tem como objetivo detectar licitações fraudulentas antes mesmo que o certame aconteça

Após receber integrantes do Tribunal de Justiça de Roraima (TJ/RO) para apresentação do sistema Sinapses (leia aqui), a Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) sediou outra visita com foco no uso da inteligência artificial em prol do serviço público. Trata-se, desta vez, do Projeto Data Science, desenvolvido por integrantes do MP/MT. O encontro é parte do intercâmbio de ideias no bojo do Grupo de Trabalho de Ferramentas de TI no Combate à Corrupção da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.

Estavam presentes a procuradora-chefe Regional Valquíria Quixadá, o procurador regional da República Bruno Acioli, coordenador do Núcleo de Ações Originárias (NAO), Renata Awada, coordenadora jurídica e Alexandro Córdova, chefe do Núcleo de Estatística (Nuest), todos da PRR1. Representando o MP/MT estavam o procurador-geral de Justiça do Mato Grosso Mauro Curvo, Arnaldo Justino, secretário-geral de gabinete, Carlos Roberto Zarur, coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAOP) e Roberto Paker, chefe de tecnologia da informação.

Projeto Data Science – o sistema desenvolvido no Mato Grosso tem o objetivo de atuar na pré-corrupção, ou seja, prevenir o desvio de dinheiro público em processos licitatórios antes mesmo do certame em si. Isso será possível graças a sistemas e modelos matemáticos preditivos baseados em inteligência artificial.

“O sistema será municiado através de diversas fontes de dados: dados que a gente já tem, dados disponíveis na internet – já fizemos, inclusive, convênios com vários órgãos – e, fundamentalmente, os dados dos futuros processos licitatórios obtidos junto ao Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE/MT), através do Sistema Aplique”, destaca Curvo. “No Aplique são cadastrados os termos de referência, primeira etapa da licitação. Portanto, verificaremos irregularidades já nesta fase e, se necessário, atuaremos para impedir a licitação fraudulenta antes mesmo que ela aconteça”, complementa.

Uma vez alimentada, a plataforma é capaz de identificar e correlacionar os diferentes perfis de empresas competidoras. Através de padrões predeterminados, é possível identificar, por exemplo, as 'top losers' (maiores perdedoras, em tradução livre), companhias que entram em determinado certame com o claro propósito de perder, fraudando a competição e favorecendo indevidamente outra empresa.

O Data Science traz, ainda, uma interface com gráficos onde é possível acompanhar as variações de precificação de inúmeros itens. Variações extremas são, então, detectadas pelo sistema, que alerta o usuário sobre a necessidade de maior investigação em uma situação específica.

Fortalecimento do Ministério Público Brasileiro – Ao fim da apresentação, Valquíria Quixadá parabenizou a iniciativa: “Trata-se de uma evolução. É preciso olhar para ferramentas como essa a fim de ver uma eficácia maior no nosso trabalho”, destaca.

Bruno Acioli falou da importância da inteligência artificial. “A IA é uma realidade inexorável, presente em todos os setores de nossas vidas, que precisa ser trabalhada com urgência pelo MPF, visto que aumentará a eficiência de nossa atividade institucional.”

login