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MPF apresenta na Áustria estratégia brasileira de combate a grupos transnacionais de tráfico de drogas

Evento em Viena é atividade paralela da 9ª Conferência dos Estados Partes da Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transacional

As estratégias de combate aos grupos transnacionais de tráfico de drogas pelo Ministério Público Federal (MPF) foi tema de palestra do procurador da República Isac Barcelos, com moderação da secretária de Cooperação Internacional do MPF, Cristina Romanó, nesta quarta-feira (17), em Viena, na Áustria. O evento, em parceria com o projeto Crimjust, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), foi uma atividade paralela à programação da 9ª Conferência dos Estados Partes da Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transacional. O MPF integra a delegação brasileira, que faz parte da comitiva oficial do evento principal.

No painel “Desafios no Combate à Expansão Transnacional das Organizações Criminosas de Drogas: uma à Perspectiva do Ministério Público Federal”, Barcelos detalhou a atuação institucional para conter a expansão desses grupos criminosos. Um dos enfoques foi o papel do MPF na promoção da cooperação regional e do intercâmbio de melhores práticas relacionadas à luta contra o crime organizado e atuação na região de fronteiras.

Também participam como palestrantes o coordenador do Projeto Crimjust, do UNODC, Marco Teixeira, e o assistente do subsecretário para a Luta Contra o Narcotráfico, do Ministério da Segurança da Argentina, Luis Ignacio Garcia.

Segundo Cristina Romanó, o mundo tem observado com preocupação o surgimento de novas formas do crime organizado transnacional, o que demanda articulação entre diferentes órgãos na seara internacional. “Há a necessidade de melhorar o compartilhamento de informações e a coleta de dados relacionados a essas novas tendências. Formas novas e emergentes exigem respostas eficazes que dependem de uma cooperação internacional fortalecida”, explicou.

Entre as propostas do MPF para melhorar o enfrentamento da criminalidade, destacam-se a propositura de uma linha de ação no âmbito da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) para realização de pesquisas sobre operações financeiras usadas por essas organizações e o estabelecimento de redes antidrogas formadas por procuradores de países Ibero-Americanos. O evento teve a participação de cerca de 60 representantes de diversos países e agências da ONU. Após a apresentação, houve debate moderado pela secretária da SCI, Cristina Romanó.

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