Procurador-chefe da PRR4 defende manutenção do teletrabalho, pelo menos, até final de agosto
Devido ao agravamento da pandemia do novo coronavírus na Região Sul, Marcelo Veiga Beckhausen, procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4), unidade de segunda instância do Ministério Público Federal localizada em Porto Alegre (RS), defendeu que o teletrabalho seja mantido, pelo menos, até o final de agosto no âmbito do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. A posição foi externada na tarde desta segunda-feira (20), durante reunião virtual com a presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e outros órgãos e entidades.
Beckhausen explicou que já foram adotadas medidas que permitiriam um retorno gradual de atividades presenciais na PRR4 – a Administração inclusive instituiu protocolo temporário de acesso à sede para membros e servidores que eventualmente tenham que comparecer ao prédio neste período de distanciamento. Mesmo assim, não considera prudente reabrir a procuradoria em um momento que a epidemia da Covid-19 avança, trazendo risco de colapso do sistema de saúde no Rio Grande do Sul. Assim como já fizera em encontros anteriores, o procurador ainda lembrou que os índices de produtividade da PRR4 e do próprio TRF4 seguem elevados, sem prejudicar a atividade jurisdicional. “O retorno presencial de setores que podem permanecer em teletrabalho evita que essas pessoas se contagiem ou se tornem agentes de transmissão”, afirmou Beckhausen, defendendo que a volta às atividades presenciais seja reavaliada no final de agosto.
Além da PRR4 e do TRF4, participaram da reunião os diretores de foro da Justiça Federal dos três estados da Região Sul e representantes da Advocacia-Geral da União, da Defensoria Pública da União, da Procuradoria da Fazenda Nacional, das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil de RS, SC e PR, de associações de juízes e de sindicatos dos servidores.

