Covid-19: MPF pede mais informações à UFSC sobre alternativas que ofereçam ensino à distância
O Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina voltou a pedir informações nesta sexta-feira (22) para a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sobre a adoção de medidas que permitam o oferecimento de ensino remoto aos estudantes de graduação, pós-graduação e do Colégio de Aplicação, tendo em vista as restrições do isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus.
Em ofício ao reitor Ubaldo Balthazar o procurador da República Alisson Campos deu prazo de 10 dias para que a UFSC dê, entre outras informações, a data prevista para conclusão do estudo pela UFSC para eventual oferecimento de estudo na modalidade remota aos estudantes do Colégio de Aplicação, graduação e pós-graduação.
O MPF também pede que sejam esclarecidas as razões de não serem adotadas soluções gratuitas de aulas na modalidade remota, utilizando ferramentas gratuitas disponíveis no mercado para realização de aulas de natureza expositiva. A UFSC deve esclarecer as razões pelas quais não podem ser buscadas soluções alternativas para o oferecimento de ensino a distância, para permitir a manutenção das atividades remotas, em consideração à pandemia, mesmo que em diferentes plataformas, para atendimento de alunos que eventualmente não consigam ter acesso à internet.
Por fim, o MPF solicita da UFSC o encaminhamento do cronograma logo que concluído o estudo para eventual oferecimento de alternativas de ensino remoto. Segundo o procurador Alisson Campos, o MPF não demanda que a UFSC volte às atividades, mas que adote alternativas para que a paralisação seja minorada com atividades de ensino a distância que não impliquem desrespeito às recomendações de distanciamento social.

