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MP Eleitoral requer cassação do governador do Tocantins por irregularidades na campanha

Condutas abusivas praticadas durante as eleições suplementares produziram efeitos também em relação às eleições regulares, realizadas apenas quatro meses após as primeiras.

O Ministério Público Eleitoral requereu a cassação do mandato do atual governador do Tocantins, Mauro Carlesse, e de seu vice, Wanderlei Barbosa por condutas abusivas durante as eleições.

Após a cassação do governador Marcelo Miranda, o então presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Carlesse, assumiu interinamente o governo e se lançou candidato nas eleições suplementares, realizadas em junho de 2018. Para conseguir vencer as eleições, os candidatos a governador e a vice-governador praticaram atos abusivos durante toda a campanha, destacando-se a contratação de servidores para cargos temporários e a destinação voluntária de verbas aos municípios.

Os requeridos também foram candidatos nas eleições regulares, realizadas quatro meses após as suplementares, e continuaram praticando os mesmos atos abusivos. Em primeiro de janeiro deste ano, dia da posse como novos governador e vice, foi publicada no Diário Oficial do Estado a extinção de mais de 15 mil contratos temporários, deixando claro que as contratações em número excessivo tinham por finalidade o desequilíbrio do processo eleitoral.

Com base nas irregularidades cometidas, o MP Eleitoral requer a cassação dos mandatos e a designação de novas eleições para os cargos de governador e de vice-governador do Tocantins.

Veja aqui a íntegra da ação de impugnação de mandato eletivo.

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