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PGR coopera com MP do Equador na investigação da morte do ex-presidente Jaime Roldós

Comissão de peritos brasileiros fará relatório sobre as causas do acidente aéreo

A Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria Geral da República (PGR) encaminhou, na última quinta-feira, 2 de fevereiro, para a Polícia Federal (PF) brasileira as informações recebidas das autoridades equatorianas sobre o acidente aéreo que resultou na morte do ex-presidente do Equador, Jaime Roldós. As informações vão subsidiar a análise técnica de relatórios periciais que está sendo feita por especialistas brasileiros da PF e da Força Aérea Brasileira, em cooperação com as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Equador sobre as causas do acidente.

Jaime Roldós foi presidente do Equador de 1979 até 1981, quando morreu em um acidente aéreo com o avião presidencial da Força Aérea equatoriana. O avião se chocou contra o Monte Huyarapungo, na província de Loja no Equador. Além do presidente, o acidente vitimou outras oito pessoas que estavam na aeronave. Na ocasião, as perícias oficiais concluíram que a queda do avião se deu acidentalmente, mas a família e alguns setores políticos sustentam a tese de atentado.

Na última semana, o secretário de cooperação internacional adjunto da PGR, Carlo Bruno Ferreira da Silva, se reuniu com autoridades equatorianas e representantes da Polícia Federal brasileira e do Ministério da Justiça para tratar sobre o auxílio do Brasil ao Equador. Na ocasião, os equatorianos entregaram material complementar sobre o acidente, para atender ao pedido feito pelos peritos criminais da polícia federal brasileira. Foi realizado um minucioso trabalho de recuperação e digitalização, a partir dos arquivos históricos do Equador, inclusive com centenas de fotos do local do sinistro aéreo, em complemento às cópias que foram originalmente entregues ao Brasil.

Entenda o caso - O pedido de cooperação foi feito pelo procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga Zambrano, ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em agosto de 2014, e tramita em sigilo. A solicitação se baseia na Convenção Interamericana de Assistência Jurídica Mútua em Matéria Penal (Convenção de Nassau), que prevê a cooperação entre os signatários no esclarecimento de crimes contra a humanidade que afetam a América Latina.

No Equador, as investigações sobre o acidente que levou à morte o ex-presidente são conduzidas pela Procuradoria Geral do Estado. Na reunião realizada no Brasil, os representantes do Ministério Público equatoriano solicitaram que o resultado da análise pelos peritos brasileiros seja entregue, se possível, até maio, em razão da proximidade do encerramento do mandato do atual procurador-geral.

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