MPF/RS: operação Darknet é finalista no 5º Prêmio República
Os vencedores de cada categoria serão anunciados no dia 9 de maio, em Brasília. Iniciativa da AABB em parceria com o MPF/RS e a Safernet também é finalista
A operação Darknet, coordenada pela procuradora da República Jaqueline Ana Buffon, do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS), está entre os finalistas do 5º Prêmio República de Valorização do MPF, promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). A operação concorre na categoria “Criminal”.
Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de premiação, que ocorrerá no dia 9 de maio, em Brasília (DF). Os finalistas foram anunciados no dia 24 de abril pela Comissão Julgadora, que analisou os trabalhos inscritos conforme critérios de eficiência, alcance social, criatividade, potencial de multiplicação e complexidade.
Operação – A operação Darknet teve início em Porto Alegre no ano de 2013 a partir de uma investigação sobre crimes praticados na chamada Deep Web, localizada na camada não indexável da internet. Usando a rede TOR, o mesmo protocolo que criminosos se valem para navegar anonimamente na rede, os investigadores do MPF e da PF rastrearam o compartilhamento de imagens ilícitas envolvendo menores de idade no Brasil e em outros cinco países (Portugal, Colômbia, México, Venezuela e Itália).
Na primeira fase da Operação Darknet, ocorrida em outubro de 2014, foram presas em flagrante 53 pessoas, e cumpridos 96 mandados de busca e apreensão no Brasil, bem como enviadas para cada país as imagens ilícitas encontradas de usuários residentes no exterior. Outros 12 mandados foram cumpridos em Portugal, Colômbia, México, Venezuela e Itália. Alguns dos envolvidos são considerados potenciais abusadores de crianças e adolescentes.
Com os alvos detectados, as informações foram repassadas para uma rede formada em todo o país e para as respectivas Justiças Federais locais, além de autoridades de outros países nos quais algumas pessoas também compartilhavam o material, explica a procuradora Jaqueline Ana Buffon.
Em novembro de 2016 foi deflagrada a segunda fase da operação DarkNet, em que foram cumpridos mais 70 mandados de busca e apreensão, em diversos estados brasileiros, cujos endereços acabaram sendo obtidos a partir da identificação dos IPs junto às operadoras de telefonia. “Muitos usuários da Deep Web imaginam estar protegidos pelo anonimato. No entanto, a internet profunda não é um espaço cibernético inatingível ou sem lei”, destaca Jaqueline.
Dialogando e criando respostas sobre mundo digital com crianças, MPF e Safernet – Outra ação que pode ser premiada pela ANPR foi promovida pela AABB Comunidade de Porto Alegre, em parceria com a Safernet Brasil e o MPF/RS. Por iniciativa das pedagogas Adrialda Lorenzi e Aline Rodrigues foi promovida a atividade “Dialogando e criando respostas sobre mundo digital com crianças, MPF e Safernet”.
Quanto a participação do MPF no trabalho finalista, em 2015, contou como uma oficina sobre o adequado uso da internet, com encontro das educadoras com a procuradora da República Jaqueline Ana Buffon e o psicólogo Rodrigo Nejmm, diretor de educação da ONG Safernet. Em 2016, a procuradora Jaqueline palestrou para as famílias dos alunos que participavam das atividades com as educadoras do Programa Comunidade AABB.
Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de premiação, que ocorrerá no dia 9 de maio, em Brasília (DF). Os finalistas foram anunciados no dia 24 de abril pela Comissão Julgadora, que analisou os trabalhos inscritos conforme critérios de eficiência, alcance social, criatividade, potencial de multiplicação e complexidade.
Operação – A operação Darknet teve início em Porto Alegre no ano de 2013 a partir de uma investigação sobre crimes praticados na chamada Deep Web, localizada na camada não indexável da internet. Usando a rede TOR, o mesmo protocolo que criminosos se valem para navegar anonimamente na rede, os investigadores do MPF e da PF rastrearam o compartilhamento de imagens ilícitas envolvendo menores de idade no Brasil e em outros cinco países (Portugal, Colômbia, México, Venezuela e Itália).
Na primeira fase da Operação Darknet, ocorrida em outubro de 2014, foram presas em flagrante 53 pessoas, e cumpridos 96 mandados de busca e apreensão no Brasil, bem como enviadas para cada país as imagens ilícitas encontradas de usuários residentes no exterior. Outros 12 mandados foram cumpridos em Portugal, Colômbia, México, Venezuela e Itália. Alguns dos envolvidos são considerados potenciais abusadores de crianças e adolescentes.
Com os alvos detectados, as informações foram repassadas para uma rede formada em todo o país e para as respectivas Justiças Federais locais, além de autoridades de outros países nos quais algumas pessoas também compartilhavam o material, explica a procuradora Jaqueline Ana Buffon.
Em novembro de 2016 foi deflagrada a segunda fase da operação DarkNet, em que foram cumpridos mais 70 mandados de busca e apreensão, em diversos estados brasileiros, cujos endereços acabaram sendo obtidos a partir da identificação dos IPs junto às operadoras de telefonia. “Muitos usuários da Deep Web imaginam estar protegidos pelo anonimato. No entanto, a internet profunda não é um espaço cibernético inatingível ou sem lei”, destaca Jaqueline.
Dialogando e criando respostas sobre mundo digital com crianças, MPF e Safernet – Outra ação que pode ser premiada pela ANPR foi promovida pela AABB Comunidade de Porto Alegre, em parceria com a Safernet Brasil e o MPF/RS. Por iniciativa das pedagogas Adrialda Lorenzi e Aline Rodrigues foi promovida a atividade “Dialogando e criando respostas sobre mundo digital com crianças, MPF e Safernet”.
Quanto a participação do MPF no trabalho finalista, em 2015, contou como uma oficina sobre o adequado uso da internet, com encontro das educadoras com a procuradora da República Jaqueline Ana Buffon e o psicólogo Rodrigo Nejmm, diretor de educação da ONG Safernet. Em 2016, a procuradora Jaqueline palestrou para as famílias dos alunos que participavam das atividades com as educadoras do Programa Comunidade AABB.
Após, houve a chamada Feira da Criatividade, momento em que o Núcleo de Apoio no Combate aos Crimes Cibernéticos e a Sala do Cidadão/PRDC representaram o MPF/RS no evento e dialogaram com pais, educadores e alunos presentes sobre segurança na internet e direitos do cidadão.
A atividade concorre na categoria “Responsabilidade Social”.
O prêmio - Em sua quinta edição, a premiação mantém a missão de integrar os três principais elementos da luta pela cidadania e pelos direitos humanos: procuradores da República, jornalistas e sociedade civil. A premiação nasceu em 2013, a fim de destacar a excelente atuação de membros do MPF. Há três anos passou a reconhecer iniciativas da sociedade civil e, em 2014, foi instituído o mérito aos profissionais da imprensa brasileira.
A 5ª edição do Prêmio República recebeu 91 inscrições nas 11 categorias, sendo nove destinadas a iniciativas de membros do MPF, uma para jornalistas e outra para projetos de responsabilidade social. Confira a lista dos finalistas por categoria
A atividade concorre na categoria “Responsabilidade Social”.
O prêmio - Em sua quinta edição, a premiação mantém a missão de integrar os três principais elementos da luta pela cidadania e pelos direitos humanos: procuradores da República, jornalistas e sociedade civil. A premiação nasceu em 2013, a fim de destacar a excelente atuação de membros do MPF. Há três anos passou a reconhecer iniciativas da sociedade civil e, em 2014, foi instituído o mérito aos profissionais da imprensa brasileira.
A 5ª edição do Prêmio República recebeu 91 inscrições nas 11 categorias, sendo nove destinadas a iniciativas de membros do MPF, uma para jornalistas e outra para projetos de responsabilidade social. Confira a lista dos finalistas por categoria

