MPF e MP-SP lançam pesquisa online para ouvir moradores da região de São Carlos (SP) sobre barulho de trens
Moradores de São Carlos e Ibaté (SP) estão convidados a participar de uma pesquisa sobre os impactos sonoros que o transporte ferroviário causa na região. Os Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Estado de São Paulo (MP-SP) organizaram um questionário para ouvir a população e, a partir das informações coletadas, identificar, mensurar, analisar os dados e propor soluções para os problemas apontados. O formulário da pesquisa pode ser respondido pela internet, por meio do seguinte link:
https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=mYS9LY1QdkujHco5yz2PHdDd4PJOLOBOmFWwNr0u9MxUNFE2S0VROFNaN0hWMlRQSk1XRkNXM0U5Uy4u
As informações são confidenciais e serão utilizadas apenas para subsidiar os procedimentos que o MPF e o MP-SP conduzem a respeito do assunto. A pesquisa é rápida, com perguntas objetivas sobre o tipo e a intensidade dos ruídos e o nível de incômodo que eles causam. Moradores de quaisquer áreas das duas cidades podem participar, mesmo aqueles que vivem em bairros afastados das linhas férreas.
Milhares de cidadãos já formalizaram reclamações ao MPF devido ao barulho que as locomotivas da Rumo Malha Paulista produzem dia e noite. Além do ruído da própria passagem das composições sobre os trilhos, o acionamento de buzinas tem literalmente tirado o sono da população. Independentemente do horário, os trens emitem o alerta ao se aproximarem de pontos específicos, como passagens de nível, viadutos e passarelas. O som normalmente passa dos 100 decibéis, equivalente ao de uma motosserra.
Mais de 20 composições circulam diariamente pelos trilhos que cortam São Carlos e Ibaté, número que deve dobrar após a Rumo concluir o projeto de ampliação da malha, já em execução. “A tendência é que o problema da poluição sonora se agrave caso a empresa não mude seus procedimentos. Nosso objetivo agora é mensurar o problema e buscar alternativas para sua solução ou mitigação. E para isso é fundamental que a população participe da pesquisa, indicando de que forma os ruídos têm afetado seu dia a dia”, afirmou o procurador da República Marco Antônio Ghannage Barbosa.

