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MPF recomenda que empresa pare de anunciar irregularmente serviços de educação escolar no Pará

Apesar de não ter autorização para atuar como escola regular, Amazon Valley Academy diz oferecer esse serviço

O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou notificação à empresa Amazon Valley Academy, de Ananindeua, na região metropolitana de Belém (PA), para que a organização passe a divulgar que funciona como curso livre e que não presta serviço escolar nos termos da legislação brasileira.

A recomendação foi encaminhada nesta sexta-feira (19). Assim que receber o documento a empresa terá dez dias para apresentar resposta. Se a resposta não for apresentada ou for considerada insuficiente, o MPF pode levar o caso à Justiça.

O MPF vem investigando o caso desde setembro de 2017, quando recebeu informações obtidas pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) por meio de denúncia anônima enviada à promotoria de Justiça de Ananindeua.

Após levantamento de informações no Conselho Nacional de Educação, o MPF comprovou que a denúncia tinha fundamento: em contratos e materiais publicitários a Amazon Valley Academy se apresenta como “escola internacional” e diz oferecer “educação escolar”, apesar de não ter autorização do Ministério da Educação (MEC) para atuar como instituição de ensino formal.

A Amazon Valley Academy só está autorizada a oferecer cursos livres, modalidade de educação não-formal, sem validade acadêmica, e que não necessita de prévia autorização do MEC para funcionamento nem de posterior reconhecimento do Conselho de Educação.

“Há, portanto, uma importante discrepância entre a situação jurídica da instituição e as informações transmitidas ao público geral e seus consumidores”, critica o procurador da República Bruno Valente, autor da recomendação.

Nível superior – A irregularidade cometida pela Amazon Valley Academy se repete no Pará em relação ao ensino superior. O mais recente levantamento feito pelo MPF sobre o tema, em agosto de 2017, apontou a existência de 40 instituições com cursos irregulares suspensos no estado desde 2005.

Além disso, na época da divulgação do balanço o MPF já atuava em cerca de cem outros processos ou investigações sobre empresas acusadas ou suspeitas de promoverem cursos de graduação ou pós-graduação no Pará sem autorização do MEC.


Inquérito civil público nº 1.23.000.002591/2017-56 – MPF/PA

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