Procuradoria da República no Rio Grande do Sul abre espaço para narrativas femininas
"Qualquer história vale, e com ela temos algo a aprender". As palavras da assistente social Leciane Rodrigues Ferreira resumem bem o tom do evento que ocupou o espaço do auditório da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul na última sexta-feira (29). Parte da iniciativa Lugar(es) de Fala, idealizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) e pelo Comitê de Gênero e Raça do MPF, o encontro reuniu público diverso, entre estudantes, professores, ativistas sociais, além de servidores e membros do MPF.
Com o mote "Mulheres de Luta: Narrativas Femininas", a roda de conversa foi protagonizada por cinco mulheres, que se revezaram em depoimentos sobre cotas, racismo, misoginia, violência doméstica, objetificação da mulher, maternidade em situação de vulnerabilidade, entre outras questões.
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Além de Leciane, que também é artista do Grupo Odomodê, o público presente pôde testemunhar os relatos corajosos de outras quatro mulheres de luta: Flora Fauna (idealizadora da Feira Autominas); Pâmela Almeida (militante do Movimento Nacional de População de Rua/MNPR, integrante do jornal Boca de Rua e moradora da Ocupação Saraí); Silvana Moreira Claudino (indígena kaingangue e estudante do curso de Serviço Social na UFRGS); e Neci Terezinha da Silva (trabalhadora terceirizada da PR/RS e participante do projeto "Maria vai com as Suas?").
Após as falas das convidadas, o público foi chamado ao debate, colocando questões ou dividindo seus próprios relatos. Na sequência, as mulheres da roda receberam das mãos do procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), Enrico Rodrigues de Freitas, e da procuradora Suzete Bragagnolo, integrante do Comitê de Gênero e Raça do MPF no RS, um certificado de participação como forma de agradecimento.
E para encerrar o evento em grande estilo, recebemos a rapper porto-alegrense Negra Jaque, indicada ao Prêmio Açorianos de Música deste ano. A artista e ativista dos movimentos negro e feminista animou os participantes com suas próprias histórias de luta, em forma de versos e rimas.
Segundo o procurador da República Enrico Rodrigues de Freitas, a ideia é que esse seja apenas o primeiro de outros eventos da iniciativa Lugar (es) de Fala.

