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MPF participa de maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul

Evento promovido pelo Ministério da Defesa ocorre de 5 a 7 de outubro, em Brasília

Integrantes do Ministério Público Federal (MPF) participam, de 5 a 7 de outubro, do maior treinamento de cibersegurança do Hemisfério Sul. O Exercício Guardião Cibernético 3.0 é realizado pelo Comando de Defesa Cibernética do Ministério da Defesa com o objetivo de promover a proteção cibernética de setores estratégicos para a segurança nacional. O evento reúne 350 participantes, civis e militares, de 65 organizações públicas e privadas. Representam o MPF integrantes da Câmara Criminal (2CCR) e da Secretaria de Pesquisa, Perícia e Análise (Sppea). 

O Guardião Cibernético é um exercício simulado de atividades práticas de proteção cibernética, com a participação de líderes e de especialistas de tecnologia da informação. Em uma plataforma virtual, é instalado um cenário hiper-realista, criado sob medida, onde são realizados diversos tipos de ataques. Os participantes precisam tomar decisões em tempo real para defender as infraestruturas críticas, que são ativos e serviços relacionados a setores essenciais da economia, como água, energia, comunicações, financeiro, transporte e nuclear.

A simulação envolve gabinetes de crise das áreas de tecnologia da informação, comunicação social, jurídica e alta administração, que apresentarão soluções frente aos eventos cibernéticos com impacto nas organizações. O objetivo é encontrar respostas e propor planos de ação nos níveis decisório-gerencial (gestão de crise) e técnico (resposta ao incidente), integrando os participantes e intensificando a atuação colaborativa.

O evento contou com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai) e de empresas que atenderam a chamamento público, sem ônus para a União. Entre elas, Atech, Avibras, Cisco, Rustcon, Kryptus e Instituto Vegetius. Também participam do treinamento representantes de órgãos do governo federal, do Poder Judiciário, Ministério Público, agências reguladoras, bancos, comunidade acadêmica e organismos internacionais.

MPF – O procurador da República George Lodder, que integra o Grupo de Apoio sobre Criminalidade Cibernética da Câmara Criminal do MPF, explicou que o Ministério Público foi convidado para participar do evento como órgão de apoio às instituições vítimas de ataques virtuais. “Estamos aqui para esclarecer dúvidas, orientar sobre como as empresas e entidades devem proceder em casos de crimes cibernéticos, como fazer uma representação criminal, preservar provas, enfim, explicar como funciona a investigação e como contribuir para que ela seja mais efetiva”, esclareceu.

O procurador ressaltou que a presença da instituição no evento contribui para a ampliação da rede de contatos do MPF na área de crimes virtuais, com trocas de experiências e boas práticas. Além disso, é uma oportunidade de aprendizado real, pois os participantes têm acesso a todas as respostas dadas aos incidentes simulados . “O evento permite que o MPF amplie e fortaleça laços interinstitucionais importantes, ao mesmo tempo em que possibilita adquirir conhecimento com relação à atuação oficial de agências reguladoras, bancos e empresas em casos de ataques cibernéticos”, completou.

O evento segue até quinta-feira (7), quando os grupos de estudo apresentarão os resultados da discussão de propostas de melhorias dos temas escolhidos dentro de cada um dos setores estratégicos.

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