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Vistoria constata problemas em escola na Terra Indígena Itanhaen/Morro da Palha, em Biguaçu (SC)

Equipes do MPF, da Secretaria da Educação e da Funai foram vistoriar condições do equipamento

Equipe de servidores do Ministério Público Federal em Santa Catarina realizou, nesta terça-feira (9), uma vistoria na Escola Indígena de Educação Básica Taguató, na Terra Indígena (TI) Itanhaen/Morro da Palha, em Biguaçu, na região da Grande Florianópolis. O estabelecimento foi entregue àquela comunidade indígena Guarani em dezembro de 2017. Também estiveram na escola para verificar suas condições: servidores da Secretaria Estadual de Educação e da Funai, e o representante de uma das empresas contratadas pelo estado para realizar obras na escola.

A Escola Taguató tem 36 alunos matriculados e atende a crianças, jovens e adultos em três salas de aula, com ensino fundamental, ensino médio e ensino de jovens e adultos (EJA). A escola tem seis professores, todos com formação adequada. O vice-cacique Davi Timóteo Martins, um dos professores e diretor da escola, está cursando mestrado na UFSC. Na TI, moram 24 famílias, cerca de 80 pessoas. Davi e o cacique Nico de Oliveira, que também é professor, cuidam da escola com muito carinho. Itanhaen, em Guarani, significa “em direção à pedra”. A pedra é o Morro da Palha, como também é conhecido o local da reserva indígena.

Nico, Davi e a também professora Júlia Narciso contam que falta à escola uma merendeira. Isso obriga que um deles sempre deixe os alunos para fazer a comida e ainda cuidar da limpeza da escola. Segundo eles, também é preciso que haja um local adequado para guardar os alimentos secos da merenda (feijão, bolacha, macarrão e suco). A biblioteca tem sido improvisada como despensa e isso tem atraído ratos. Os professores ainda reclamaram da dificuldade em levar gás para a cozinha, de infiltração nas paredes da escola, das carteiras das salas de aula (velhas e enferrujadas), de problemas na instalação elétrica, no bebedouro, de uma fossa aberta nos fundos, do não funcionamento da internet já instalada e de goteiras no forro do pátio.

Os problemas relatados foram constatados pela equipe do MPF e pelas equipes da Secretaria de Educação e da Funai e foi dado um prazo de 15 dias para que sejam solucionados. No entanto, algumas soluções podem ter um prazo maior, devido à necessidade de finalização de processos licitatórios em curso na Secretaria de Educação.

Durante a visita de vistoria, o vice-cacique Davi Martins reivindicou uma máquina copiadora, segundo ele, um pedido já enviado à Secretaria, além da construção de uma quadra de esportes ao lado da escola. Os pedidos serão analisados. Como a horta implantada na escola, mantida pelos alunos e professores, já está produzindo, o cacique Nico de Oliveira sugeriu que as verduras recebidas para a merenda escolar sejam substituídas por outros alimentos.

 

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Professores da escola: Júlia Narciso, cacique Nico de Oliveira e o diretor Davi Martins.
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