PGR realiza missão para fortalecer cooperação internacional com Japão e Coreia do Sul
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participa de compromissos oficiais na Coreia do Sul e no Japão, a partir da próxima semana.
Em Seul, nos dias 4 e 5 de abril, ele vai participar da Reunião do Comitê Executivo da Associação Internacional de Procuradores (IAP em inglês). Rodrigo Janot passou a ser membro do Comitê Executivo da IAP no ano passado. A indicação ocorreu durante reunião do grupo no mês de março, em Helsinque, Finlândia, e foi confirmada durante a 21ª Conferência Anual da entidade, em Dublin, Irlanda, no mês de setembro.
A IAP é a única organização mundial de procuradores. Foi criada em 1995 e agora tem membros de mais de 171 países, representando todos os continentes. O Comitê Executivo representa equitativamente as regiões do mundo onde a IAP atua. O MPU é membro institucional da IAP desde 2014.
Em Tóquio, no dia 6 de abril, Janot profere palestra na Embaixada brasileira sobre a luta contra a corrupção e sobre a cooperação jurídica entre os dois países. O procurador-geral também vai realizar encontros bilaterais com autoridades do Poder Judiciário e do Ministério Público para falar sobre os casos de assistência jurídica envolvendo os dois países. No dia 7 de abril, ele se encontrará com o juiz da Suprema Corte Masayuki Ikegami e com o ministro Katsuyuki Nishikawa, do Ministério Público Japonês.
Também está prevista uma visita ao Instituto das Nações Unidas para a Ásia e o Extremo Oriente para a Prevenção do Crime e Tratamento de Criminosos (United Nations Asia and Far East Institute for the Prevention of Crime and the Treatment of Offenders - Unafei). Janot quer agradecer ao Japão o programa que existe entre os dois países e que já possibilitou a participação de 16 procuradores e uma servidora nos cursos oferecidos em Tóquio, juntamente com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
Nos últimos anos, a cooperação nipo-brasileira tem-se intensificado. No mês de fevereiro, dois brasileiros que cometeram crimes no Japão foram presos em São Paulo e denunciados pelo MPF, num caso de transferência de processo penal.

