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PRE/RJ: Tribunal mantém prisão de presidente do PR por corrução passiva, entre outros crimes

Antônio Carlos Rodrigues e mais dois tiveram HCs negados
Seguindo parecer da Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ) manteve, por unanimidade, a prisão preventiva do presidente nacional do Partido da República (PR), Antônio Carlos Rodrigues. Ele foi denunciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e por integrar a organização criminosa liderada pelo ex-governador Anthony Garotinho. Thiago Godoy e Fabiano Alonso, réus na mesma ação, também tiveram seus habeas corpus negados.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Rodrigues negociou com o Partido dos Trabalhadores (PT), por R$ 20 milhões, o apoio do PR à candidatura presidencial de 2014. Os valores destinaram-se ao financiamento das campanhas dos candidatos da legenda naquele ano. O presidente do partido também negociou R$ 3 milhões com a JBS para a campanha de Garotinho ao governo fluminense sem declarar o valor na prestação de contas do candidato. Já Fabiano Alonso, genro de Rodrigues, repassou os valores arrecadados ao ex-governador por meio de notas fiscais falsas de prestação de serviços.

Ainda segundo os autos, cabia a Godoy, advogado de Garotinho e ex-subsecretário do governo, negociar com empresas contratadas pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes, então chefiada por sua esposa, quantias expressivas para financiar a campanha. A organização intimidava e extorquia empresários sob a ameaça de atrasar a liberação de pagamentos.

Para a PRE, os denunciados se relacionam em complexa organização criminosa e manter a prisão preventiva é essencial para garantir o prosseguimento das investigações e a aplicação da lei. “O réu é presidente do PR e tem participação significativa no âmbito da organização criminosa e, à vista da iminência de novas eleições gerais, apresenta o risco de reiterar as práticas criminosas”, argumentou o procurador regional eleitoral Sidney Madruga referindo-se a Rodrigues.
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