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Atendendo MP Eleitoral, TSE desaprova contas do PSB Nacional relativas às eleições municipais de 2016

Legenda terá suspensa cota do Fundo Partidário por 1 mês. Irregularidades incluem transferência de recursos para pessoa física e despesas sem registro

Por unanimidade, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desaprovou, nesta quinta-feira (26), as contas de campanha do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Nacional por irregularidades no registro de despesas e receitas nas eleições municipais de 2016. Seguindo parecer do Ministério Público Eleitoral, o colegiado deliberou pela suspensão do repasse à legenda do equivalente a um mês da cota do Fundo Partidário, quantia que deverá ser parcelada em dois meses consecutivos. Além disso, determinou o ressarcimento ao erário no valor de R$ 20,5 mil.

De acordo com o relator do processo, ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, foram constatadas irregularidades como a realização de despesas do Fundo Partidário sem o devido registro na prestação de contas; transferências a contas de natureza diversa; transferências de valores do Fundo Partidário para conta de pessoa física de candidato e recebimento de recursos de origem não identificada.

Assinado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, o parecer do MP Eleitoral enviado ao TSE destacou a necessidade da desaprovação das contas por violação ao artigo 30, inciso III, da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997). “Observa-se, ainda, que o partido não cumpriu adequadamente o dever de transparência que deve nortear o procedimento de prestação de contas e no qual se esteia o exercício pleno da cidadania”, observou Brill de Góes.

Ao concordar com a fundamentação do documento, Tarcísio Vieira de Carvalho salientou também o fato de as irregularidades terem superado a quantia de R$ 2,5 milhões, o que equivale a 17,68% do total de recursos declarados na campanha. “Considerando o percentual tido por irregular, os valores envolvidos e a gravidade das irregularidades, entendo que as falhas, no seu conjunto, comprometem a regularidade das contas”, afirmou o ministro.

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