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Estagiários da SCI auxiliam em casos de cooperação internacional

Experiência com casos de ampla repercussão, relacionamento institucional com autoridades estrangeiras e organização de eventos internacionais são desafios diários na rotina dos estudantes

A experiência com casos de ampla repercussão no país e no exterior, o relacionamento institucional com autoridades estrangeiras e a organização de eventos internacionais são desafios diários na rotina dos estagiários que desempenham suas atividades na Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) da Procuradoria-Geral da República. Os estudantes dividem seu tempo entre livros e cadernos com processos e ações.

Entre setembro de 2013 e janeiro de 2015, a Secretaria teve 30 estagiários. O atual corpo de estagiários da SCI é formado por Ana Cláudia Ferreira Silva (Unidesc), Bárbara de Paiva Magalhães (UnB), Caroline Barbosa Muniz (Iesb), Ezequiel Maurício dos Santos (Projeção), Frederick Leandro de Araújo (Iesplan), Gabriela Brito da Silva (Uniceub), Iago Cotrim Henriques (UnB), Leandro Batista Ribeiro (Uniceub), Mariana Bomfim Lima Alves de Jesus (Uniceub) e Paulo César de Oliveira Souza (Anhaguera).

Alguns estudantes que concluíram o estágio resolveram seguir o caminho no Ministério Público. É o caso de Tiago Giaconi e de Liliane Pessoa, que, assim que terminaram o programa de estágio em Relações Internacionais na SCI, passaram no concurso do Ministério Público da União. Estão lotados no Conselho Nacional do Ministério Público. Quando atuaram na SCI, Giaconi e Pessoa trabalharam no clipping internacional da Ação Penal 470, conhecida como mensalão. Outro caso é o de Glauber Inácio e Sousa, que foi estagiário da SCI, e hoje é técnico de transporte da Divisão de Transporte da PGR.

Há também casos de estagiários que foram posteriormente contratados pela Secretaria de Cooperação Internacional como comissionados. Foi o que aconteceu com Patrícia Pereira de Souza, que se formou em Direito pela Processus, e com Débora Simões Mourão, que concluiu o curso de Publicidade e Propaganda no Uniceub, em 2015, e agora é responsável pela criação de peças de identidade visual e de divulgação da SCI, tendo contribuído para a feitura do primeiro relatório de gestão da SCI (veja aqui).

Trabalho em equipe e aprendizado - Para Ana Cláudia Ferreira Silva, que começou a estagiar na SCI em abril de 2014, a experiência na Secretaria rendeu bons frutos para a sua formação profissional. “Temos muitas atividades aqui, nos envolvemos em todas as áreas de atuação, com um trabalho amplo em equipe”, afirma. Ana Cláudia, que se forma em Administração neste ano no Centro Universitário Unidesc, de Luziânia, já planeja o futuro: ela pretende arrumar um emprego e dedicar-se aos estudos para um concurso público.

Encerrando o estágio, iniciado em setembro de 2014, Caroline Barbosa Muniz fala sobre o trabalho direto com procuradores e casos de destaque. “Aqui, tive a oportunidade de trabalhar em projetos de cooperação da área internacional e acompanhar importantes processos, como o da repatriação das serpentes albinas e do sangue Yanomami”,comemora e conclui: “o bom daqui foi que tive muito contato com a área internacional e não fiz muito trabalho administrativo, o que é comum na minha área. Foi muito interessante.” A estudante termina, no início deste ano, o curso de Relações Internacionais no Iesb.

A experiência no Ministério Público era a única área que faltava para Leandro Batista Ribeiro, estudante do 9º semestre de Direito no Uniceub, decidir seu futuro profissional. Na SCI há um ano e meio, ele já estagiou no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Ele atua nas diligências dos pedidos de cooperação penal em curso na Secretaria. Segundo o futuro bacharel em Direito, que pretende atuar na área de segurança pública, a experiência na PGR “contribuiu muito para sua formação profissional, com um aprendizado muito grande em matérias como extradição e prestação de alimentos.”

A assessora-chefe da SCI, Geórgia Diogo, ressalta a importância da consciência da equipe de que os estagiários são aprendizes e, portanto, é necessária dedicação dos gestores para a devida transferência de conhecimento. "Fui estagiária no Ministério das Relações Exteriores e a experiência que adquiri naquele órgão foi primordial para assumir a pasta das relações internacionais do MPF, em 2006", afirma.

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