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Grupo do Projeto Qualidade das Águas do MPF faz reunião multiáreas na PRR3 para a atuação na melhoria da qualidade das águas de abastecimento

Discussão foi centrada no aprimoramento de tabela de análise de riscos da qualidade da água para o abastecimento e sugestões de novos critérios

Começo de ano requer planejamento e organização, e com o grupo do Projeto Qualidade das Águas do MPF não foi diferente. Os integrantes do projeto participaram de uma reunião técnica, no dia 27 de janeiro, com os seguintes objetivos: discutir e aperfeiçoar a Tabela Parâmetros de Qualidade de Água e o Risco para o Abastecimento, uma das recomendações de atuação do Manual Efetivação das Metas de Qualidade de Águas no Brasil para a melhoria da qualidade das águas, publicado este ano pelo Projeto Qualidade das Águas; indicar pesquisadores, instituições, associações e empresas que poderiam contribuir com o preenchimento dessa tabela; e elaborar um plano de ação para a divulgação da mesma. A reunião ocorreu na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR3).

A proposta da tabela é fazer uma comparação, com apoio dos colaboradores e posteriormente de toda sociedade por meio da divulgação em mídia eletrônica, entre os parâmetros previstos na legislação brasileira para o controle da água destinada ao abastecimento no manancial, nos lançamentos e após o tratamento da água, bem como entre estes e os referenciais considerados mais avançados de parâmetros internacionais, a fim de identificar lacunas que possam representar riscos à saúde da população, bem como identificar quais as tecnologias apropriadas para tratar e/ou prevenir cada uma das fontes de impactos associados aos referidos parâmetros, e traçar diretrizes para o monitoramento, planejamento das metas de qualidade das águas e investimentos. 

Conforme observado no Manual Efetivação das Metas de Qualidade das Águas no Brasil, o controle da água realizado após o tratamento para consumo pressupõe que esteja sendo feito o controle e garantido a observância dos parâmetros monitorados no manancial. Como os mananciais estão degradados, existem riscos associados à falta de monitoramento dos parâmetros. Estes riscos são ainda maiores se a legislação também não incluir parâmetros referenciais internacionais considerados fundamentais para a segurança hídrica.

O encontro foi conduzido pela procuradora regional da República Sandra Kishi, gerente do Projeto Qualidade das Águas do MPF. Participaram do encontro membros do MPSP, advogados, associações, técnicos e pesquisadores. Segundo a procuradora, “é essencial buscar diretrizes para metas progressivas de qualidade da água, visando ao planejamento estratégico de uma atuação do Ministério Público Federal e Estadual, de forma articulada com os agentes e órgãos envolvidos no tema”

Entre as sugestões para o aprimoramento da tabela, foram apontados novos indicadores através da inclusão de colunas e linhas que: tratem de parâmetros sociais e econômicos; especificação de impactos por bacia, para definir parâmetros prioritários por região hidrográfica; e para o fornecimento de informações extras importantes, como pressão da água, resultados de monitoramento, nível de aferição e amplo acesso à informação. 

Tal tabela também ajudará a conformar guias orientadores de atuação funcional dos membros do Ministério Público Federal e Estadual na implementação de tecnologias adequadas de tratamento para abastecimento e apoio na estruturação de metas progressivas de qualidade da água dos mananciais e rios, conforme cenários próprios de cada bacia hidrográfica. 

Integrantes do Projeto Qualidade das Águas do MPF reunidos na sede da PRR3, no dia 27 de janeiro de 2016
Integrantes do Projeto Qualidade das Águas do MPF reunidos na sede da PRR3, no dia 27 de janeiro de 2016


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