MPs, gestores de saúde e empresa fornecedora de oxigênio medicinal discutem soluções para evitar colapso no Amapá
Membros do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Estado do Amapá (MP/AP) promoveram reunião virtual, nesta segunda-feira (22), a fim de discutir soluções para a crise de abastecimento de oxigênio medicinal. Titulares da pasta de saúde do Governo do Estado do Amapá e da Prefeitura de Macapá (PMM) e representantes da empresa White Martins, fornecedora do insumo, foram ouvidos sobre as causas e possíveis soluções para a crise. Na oportunidade, a empresa solicitou informações antecipadas acerca das decisões de ampliação de leitos; os gestores se dispuseram a colaborar.
Os órgãos de fiscalização tomaram conhecimento do risco iminente de colapso no abastecimento de gás medicinal no Amapá, a partir de comunicado emitido pela White Martins, no último domingo (21). No documento, a empresa informa que a abertura de novos leitos para pacientes de covid-19 em unidades de saúde da PMM contribuíram para a crise. Segundo os representantes da empresa, a iniciativa de ampliar o número de leitos desconsiderou aspectos técnicos essenciais, como a existência de rede de gás canalizada, em que não são necessários cilindros de oxigênio.
A White Martins reafirmou, na reunião, que a ampliação da rede de atendimento em Macapá elevou o fornecimento de cilindros de oxigênio de 14 para 70 unidades por dia – um aumento de mais de 200%. No último fim de semana, a totalidade do estoque de cilindros foi destinada a essas unidades, comprometendo o atendimento de pacientes de covid-19 em outros municípios e, consequentemente, o abastecimento do gás medicinal no estado.
Os representantes da empresa disseram, ainda, que não houve prévia comunicação por parte dos gestores sobre o aumento na demanda, o que inviabilizou o planejamento necessário. Na reunião, os gestores da pasta de saúde concordaram de a, a partir de agora, estabelecer diálogo contínuo com a empresa para evitar situações críticas como a atual. Informaram, ainda, que pretendem concentrar o atendimento de pacientes de covid-19 em unidades de saúde que já vêm sendo utilizadas para tal finalidade.
Cenário grave – Na reunião, promotores de Justiça frisaram que, após avaliação de diagnóstico situacional, concluíram que o cenário no Amapá é muito grave. Conforme dados divulgados pela instituição, nesta segunda-feira, havia 39 pacientes na fila de espera por UTI e 21, por leitos clínicos. Eles enfatizaram que medidas de restrição para diminuir a circulação de pessoas são indispensáveis para achatar a curva de contágio pela doença.
Com informações do MP/AP

