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MPF recomenda a APTC que remova publicação de live na qual houve manifestação racista

Exclusão do conteúdo busca evitar a continuidade da propagação do conteúdo de teor racista contido no vídeo

O Ministério Público Federal (MPF), por intermédio do procurador Regional dos Direitos do Cidadão Enrico Rodrigues de Freitas, recomendou à Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul (APTC-RS) que adote as medidas necessárias para excluir a publicação da live "debate promovido pela APTC-RS sobre o filme Inverno", realizado na noite do dia 3 de julho de 2020, dos seus canais no Facebook e no Youtube ou de qualquer outro meio de comunicação da associação, para evitar a continuidade da propagação de conteúdo de teor racista contido no vídeo.

O vídeo deve ser
substituído pela informação de que a sua transmissão cessou nos termos da Lei nº 7.716/1989, art. 20, §3º, incisos II e III, por conter falas racistas, em acatamento à recomendação do Ministério Público Federal.

O
s incisos citados determinam, na ocorrência de crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, “a cessação das respectivas transmissões radiofônicas, televisivas, eletrônicas ou da publicação por qualquer meio” e a “interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores”.

Durante a live promovida pela APTC/RS houve manif
estação com nítido teor racista, inclusive admitido pela própria autora em retratação publicada na rede mundial de computadores, da qual consta: “a palavra senzala foi usada de forma infeliz e racista”.

O não acatamento infundado da recomendação ou a insuficiência dos fundamentos apresentados para não acatá-l
a total ou parcialmente poderá ensejar a adoção das medidas judiciais cabíveis. O prazo fixado para resposta da APTC/RS é de cinco dias.

Leia aqui a íntegra da recomendação

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