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MPF quer garantir direito de pescadores profissionais no Registro Geral de Atividade Pesqueira

No Rio Grande do Sul, aproximadamente 2500 pescadores estão com a inscrição pendente de apreciação

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF/RS), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), ajuizou ação civil pública requerendo à União a adoção das providências necessárias à apreciação das inscrições de pescadores profissionais no Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP), em prazo não superior a 60 dias.

Além disso, o MPF pede que a União efetive o RGP dos pescadores profissionais cujas as inscrições preencham os requisitos legais e regulamentares para a emissão do documento. E, no caso de ultrapassado o prazo estipulado, seja conferida concessão provisória e imediata, garantindo todos os direitos decorrentes do RGP aos portadores do protocolo de solicitação do registro.

O registro inicial para pescadores não é emitido desde agosto de 2014, sendo apenas protocolados os requerimentos dos interessados que entregam a documentação. Somente no estado do Rio Grande do Sul, aproximadamente 2500 pescadores estão com as inscrições pendentes de apreciação.

Entre os prejuízos causados pela não expedição do RGP estão a impossibilidade para o recebimento de seguro defeso para os pescadores que só possuem o protocolo de solicitação, o não acesso a licenças e ao talão do produtor, gerando problemas para a venda dos peixes e a obtenção de crédito.

Para o MPF, não é admissível que a ineficiência operacional do órgão público repercuta negativamente e prejudique o postulante ao registro profissional, carente de meios para seu sustento e sobrevivência.

Leia aqui a íntegra da ação civil pública.

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