#16DiasdeAtivismo: MPF adere à “Campanha do Laço Branco” em parceria com o MPPB no combate à violência contra a mulher
Nesta quinta-feira (29), o Ministério Público Federal (MPF) em João Pessoa receberá o símbolo da “Campanha do Laço Branco” em referência aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Em ato simbólico à adesão do movimento, os homens serão convidados a assinarem o laço branco impresso em um banner que ficará disponível na recepção do MPF na capital durante toda a quinta-feira. A iniciativa de adesão à campanha partiu do Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB), que lançou a ação na segunda-feira (25), proclamado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Erradicação da Violência Contra a Mulher.
Com o slogan “Vamos juntos virar esta página!”, o MPPB convida a sociedade a aderir à campanha. Além do MPF, o 'laço branco' também estará no Tribunal de Justiça (Mutirão da Violência Doméstica), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), durante a Corrida do Bem, que será realizada em 9 de dezembro, na praia do Cabo Branco e em outros órgãos que aderirem à causa.
Laço Branco – O movimento do Laço Branco surgiu no Canadá por meio da mobilização de homens indignados com o episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”, ocorrido em 6 de dezembro de 1989, quando um rapaz, ao invadir uma Escola Politécnica de Montreal, assassinou 14 mulheres, como repúdio ao feminismo, e em seguida suicidou-se. Os homens, além de elegerem o laço branco como símbolo, também adotaram um lema de jamais cometerem nenhum ato de violência contra as mulheres e não se omitirem perante essas situações. O Brasil aderiu à campanha em 2001.
A data 6 de dezembro foi escolhida para marcar o Dia Internacional de Mobilização de Homens Para o Fim da Violência Contra a Mulher e, de acordo com o blog Campanha Brasileira do Laço Branco, a ação está presente em todos os continentes e em mais de 55 países, sendo considerada pela ONU como o maior movimento mundial em que homens estão engajados pelo fim da violência contra a mulher.
16 dias de ativismo – Os 16 dias de ativismo começaram em 1991, quando mulheres de vários países, ligadas ao Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), deram início a uma campanha que objetivava pautar e denunciar a violência cometida contra as mulheres. A data foi escolhida em referência às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, que lutaram contra a ditadura instaurada na República Dominicana durante o governo de Rafael Trujillo. Tal afronta culminou com o assassinato das irmãs, que foram covardemente espancadas em 25 de novembro de 1960. A mobilização é encerrada no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
Com Ascom do MPPB

