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MPF em Caxias do Sul (RS) recomenda à Polícia Rodoviária Federal que aumente o efetivo em Vacaria

Recomendação foi enviada ao Superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Estado

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em Caxias do Sul, o número atual de agentes policiais no Posto da Polícia Rodoviária Federal em Vacaria (RS) é insuficiente para atender as ocorrências ordinárias e realizar fiscalização de rotina. A recomendação tem por base inquérito civil público para apurar eventuais reflexos negativos decorrentes da transferência da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal de Vacaria para Bento Gonçalves, em junho de 2016.

A Unidade Operacional em Vacaria é responsável pela fiscalização de um dos principais corredores de ligação nacional e também do Mercosul. E além de fiscalizar o cumprimento das normas de trânsito e prestar atendimento às vítimas de acidentes, atua em colaboração  de extrema importância com a segurança pública, no combate aos crimes de contrabando, descaminho, tráfico de drogas, circulação de armas irregulares, crimes ambientais e outros delitos.

Criminalidade - Várias entidades de Vacaria têm trazido ao conhecimento do MPF informações acerca do aumento da criminalidade naquele município e região, principalmente, após o ousado assalto ocorrido na altura do km 54 da BR-116, em 13 de março deste ano, às16h30min, em que um grupo de 5 a 6 criminosos bloquearam a Rodovia com um caminhão guincho e, com armamento de guerra (arma calibre.50), atacaram um carro-forte, explodiram o cofre do veículo, fizeram um dos vigilantes refém, incendiaram outros três veículos que passavam pelo local, roubaram o dinheiro, e, em seguida, fugiram em direção a Antonio Prado pela RS-122.

De acordo com as informações constantes do inquérito civil, desde a transferência da Delegacia da PRF de Vacaria para Bento Gonçalves, aquela Unidade tem atuado com efetivo muito reduzido, com apenas dois agentes por turno. Assim, quando é necessário atender alguma ocorrência, eles são obrigados a fechar o posto, colocando em risco não só sua segurança pessoal, mas o próprio patrimônio federal do posto policial.

O MPF estabeleceu prazo de 20 dias para que sejam tomadas as medidas necessárias para o cumprimento da recomendação.

Inquérito Civil Público n. 1.29.002.000150/2016-03.

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