MPF coopera para repatriação dos restos mortais de cidadão colombiano falecido no Brasil
O Ministério Público Federal atendeu pedido de cooperação jurídica formulado pelo Ministério Público da Colômbia para exumação e repatriação dos restos mortais do cidadão colombiano Mario Alberto Sotomayor Uribe e entrega aos seus familiares em Bogotá. O pedido foi feito pelo pai de Mario Alberto, em condições delicadas de saúde. Investigações concluíram que ele foi assassinado no Brasil e enterrado em São Bernardo do Campo/SP como desconhecido.
O pedido de cooperação foi transmitido pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) à Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, que por sua vez, encaminhou o caso para a Procuradoria da República no Município de São Bernardo do Campo/SP. O procurador da República Steven Shuniti Zwicker acompanhou o processo e informou a SCI sobre sua conclusão, em março deste ano.
O secretário adjunto de cooperação internacional Carlos Bruno Ferreira da Silva manteve contato com os integrantes do Ministério Público da Colômbia e da Embaixada daquele país no Brasil para informar sobre as providências. Ele explica que trata-se do único caso em que o MPF atuou para repatriar restos mortais. "Todo o tempo as autoridades colombianas ressaltavam a importância para a família de receber o corpo para o enterro digno na terra de nascimento", disse.
Segundo as investigações, o colombiano Mario Alberto saiu de seu país para São Paulo, convidado por um britânico para fundar uma empresa no Brasil. Depois que ele parou de fazer contato com a família, o irmão foi a São Paulo e relatou o desaparecimento à Polícia Civil. Descobriu-se então que o colombiano foi enterrado como desconhecido, vítima de homicídio doloso em 31 de outubro de 2007, e estava enterrado no Cemitério Bairro dos Casas, em São Bernardo do Campo/SP.
Exames realizados pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses fizeram a identificação do corpo, tendo o material genético do pai como parâmetro. Uma funerária foi então contratada pelo Consulado Geral da Colômbia em São Paulo para realizar os serviços de higienização, embalagem, documentação legal e transporte do cemitério até o Aeroporto de Guarulhos. Os restos mortais foram enviados para Bogotá, em 24 de novembro do ano passado.

