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PRE/RJ se opõe à substituição de juiz solicitada por Garotinho

Procuradoria rebate alegação de que político sofreria perseguição

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro se manifestou contra a troca da Zona Eleitoral responsável pelo inquérito que apura fraude com fins eleitorais no programa Cheque Cidadão. A substituição foi pedida pela defesa do ex-governador Anthony Garotinho, que é investigado nesse inquérito da chamada Operação Chequinho.

Para a PRE, não procede o pleito pela retirada do caso da 100ª Zona Eleitoral, que determinou a prisão preventiva do político no último dia 16. 

No parecer enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a PRE rebateu o argumento de que a definição da 100ª Zona Eleitoral teria servido para perseguição a Garotinho, com uma produção artificial de elementos de convicção pelo delegado e pelo promotor. Assim, em defesa da manutenção do caso sob a responsabilidade da 100ª Zona Eleitoral, a PRE destacou que o endereço do gabinete itinerante de um vereador onde foram cumpridos mandados da Operação Chequinho situa-se na área de atuação da 100ª Zona Eleitoral, o que fixou a sua competência. 


Para a Procuradoria, a denúncia oferecida em coautoria de cinco promotores do Ministério Público Eleitoral em Campos atribui fatos graves ao político, entre os quais crimes de corrupção eleitoral, supressão de documentos e coação de testemunhas. Também foram correlacionados às investigações a oferta de quantias milionárias ao juiz da 100ª Zona Eleitoral para influenciá-lo em suas decisões e ameaças por telefone ao promotor – atualmente sob proteção policial.
 


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