Curso da OEA sobre crimes virtuais e ciberterrorismo tem início na PR/SP
O cibercrime não tem fronteiras, e a reação às práticas ilícitas deve ser imediata, organizada e transnacional. Promover a integração entre os diferentes órgãos de combate à criminalidade cibernética é o objetivo do curso “Uso da internet para fins terroristas e pelo crime organizado”, que teve início na Procuradoria da República em São Paulo nesta segunda-feira, 11 de setembro. O módulo é promovido pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Secretaria de Cooperação Internacional (SCI-PGR), financiado pelo governo do Canadá e com o apoio da PR/SP.
Durante quatro dias, os participantes terão a oportunidade de conhecer técnicas e ouvir autoridades e especialistas do Brasil e do exterior sobre o tema. “Esta é uma grande ocasião para trocarmos informações e sabermos quais as melhores estratégias no combate ao cibercrime”, destacou o procurador Carlos Bruno Ferreira da Silva, secretário adjunto da SCI. “Houve uma aceleração na cooperação internacional, mas o crime consegue ser muito mais rápido. Precisamos ter uma agilidade especial na luta contra essas práticas.”
O gerente do Programa de Cibersegurança da OEA, Belisario Contreras, chamou a atenção para o crescimento exponencial dos casos de cibercrime e ciberterrorismo no mundo e ressaltou que isso tem sujeitado um número cada vez maior de pessoas, entidades e governos aos riscos. Na última semana, por exemplo, a empresa norte-americana de gestão de crédito Equifax divulgou ter sido alvo de um ataque virtual que tornou vulneráveis os dados pessoais de cerca de 143 milhões de clientes.
“Os tipos de ameaça mudam quase diariamente”, afirmou Contreras. A variedade de propósitos e efeitos dos crimes, lembra o representante da OEA, é vasta, incluindo o suporte técnico a ataques físicos, o recrutamento e o treinamento de terroristas e os danos a indústrias e ao funcionamento de estruturas de transporte e energia. “O mundo hiperconectado tem aumentado essa vulnerabilidade, e a América Latina não está livre disso”.
Entre os temas que serão abordados durante o curso estão o compartilhamento de informações por órgãos policiais e de investigação, o uso da deep web em crimes virtuais, as técnicas de ciberinteligência e as táticas terroristas por meio da internet. As palestras serão ministradas por representantes de diferentes organismos como o Departamento de Justiça dos EUA, o Comitê Contra o Terrorismo das Nações Unidas, a Guarda Civil Metropolitana, a Polícia Nacional da Colômbia e as empresas Trend Micro e Citibank.
A mesa de abertura também contou com a presença do procurador-chefe da PR/SP, Thiago Lacerda Nobre, e dos representantes da Interpol Adrian Acosta e do consulado do Canadá em São Paulo Stephen Cartwright.
Fonte: Ascom PR/SP

