MPF e governo de Estado de Goiás tratam das providências acerca da inutilização e substituição de armamento inservível da PM e dos impactos gerados pela recente greve dos caminhoneiros
Na tarde desta terça-feira (17), os procuradores da República Ailton Benedito e Marcello Wolff reuniram-se com o governador de Goiás, José Eliton (PSDB), e com o Secretário de Segurança Pública, Irapuan Costa Júnior. A audiência aconteceu no Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano. Durante o encontro, os membros do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás trataram, com o governador e o secretário, acerca da inutilização e substituição de armamento da Polícia Militar de Goiás (PM/GO) - que foi objeto de interdição - e dos impactos negativos gerados no Estado pela recente greve dos caminhoneiros.
Desde o ano passado, são acompanhados os desdobramentos da interdição de 2.500 pistolas da fabricante Forjas Taurus S.A, realizada pelo Ministério do Trabalho em ação conjunta com o MPF, em razão de mau funcionamento, disparos involuntários e lesões causadas em policiais. Os procuradores trataram com o governado do Estado especialmente acerca das providências da Secretaria de Segurança Pública e da Procuradoria-Geral do Estado de Goiás nos processos em face da Forjas Taurus S.A visando a substituição do armamento e as medidas administrativas de responsabilização da fabricante pelos prejuízos causados ao erário, às ações de segurança pública e à integridade dos policiais.
Já com relação aos impactos negativos causados pela greve dos caminhoneiros – iniciada no final de maio deste ano, com duração de 11 dias – o MPF discutiu com o governador a formatação de gabinete interinstitucional com a finalidade de organizar, planejar e executar ações conjuntas, envolvendo órgãos e instituições federais, estaduais e municipais, bem como representações da sociedade, em casos de futuros eventos extraordinários, que possam ameaçar a ordem e a paz social no Estado.
“Com base nos dados que receberemos do Estado de Goiás, delinearemos as próximas atuações do MPF frente aos casos”, esclarece Ailton Benedito.

