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Dez medidas contra a corrupção são apresentadas em série de palestras no Rio

Deltan Dallagnol apresentou campanha para projeto de lei de iniciativa popular

“Existem causas pelas quais vale a pena lutar e o nosso país é uma delas.” A mensagem foi levada a cerca de 1,5 mil pessoas em uma série de três palestras realizadas nesta quarta-feira, 25 de novembro, pelo procurador da República Deltan Dallagnol para apresentar a campanha “10 medidas contra a corrupção” no Rio de Janeiro.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Universidade Estácio de Sá e a Primeira Igreja Batista do Recreio receberam o procurador, que é coordenador da Força Tarefa da Lava Jato, e a procuradora regional da República Mônica de Ré, coordenadora da campanha no Rio de Janeiro.

Na FGV, Deltan falou não apenas sobre a campanha, mas também sobre as técnicas de análise de big data que são utilizadas em investigações. O procurador expôs números que demonstram o volume de informações com as quais a Força Tarefa da Lava Jato atua: apenas na primeira fase da investigação foram apreendidos 80 mil documentos. “A análise de big data é importante, mas não é suficiente. Por isso os acordos de delação são importantes; não são um ponto de chegada, mas são excelentes pontos de partida”, afirmou o procurador ao explicar como as técnicas se complementam.

A palestra na Estácio foi transmitida ao vivo para os mais de 500 mil alunos da universidade espalhados pelo país. Deltan expôs como as dez medidas foram elaboradas, a partir de estudos da Força Tarefa. “A Lava Jato trata de um tumor, mas todo o sistema é cancerígeno”, afirmou ao defender mudanças sistêmicas no país.

À noite, a Igreja do Recreio entregou a Dallagnol e a Mônica de Ré cerca de 3,5 mil assinaturas. A procuradora regional falou sobre as diversas iniciativas que vêm sendo realizadas no Rio de Janeiro, com pontos de coleta em órgãos públicos e nas ruas. Várias pessoas que assistiram à palestra assumiram o compromisso de colaborar na coleta de assinaturas.

As dez medidas buscam, entre outros resultados, agilizar a tramitação das ações de improbidade administrativa e das ações criminais; instituir o teste de integridade para agentes públicos; criminalizar o enriquecimento ilícito; aumentar as penas para corrupção de altos valores; responsabilizar partidos políticos e criminalizar a prática do caixa 2; revisar o sistema recursal e as hipóteses de cabimento de habeas corpus; alterar o sistema de prescrição; instituir outras ferramentas para recuperação do dinheiro desviado.

Em pouco mais de quatro meses, a campanha já obteve 713 mil assinaturas, 59,5 mil só no estado do Rio de Janeiro, onde conta com o apoio de 50 instituições públicas e privadas. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente R$ 200 bilhões são desviados no Brasil por ano. A iniciativa do Ministério Público Federal inspira-se em casos de sucesso, como a campanha da Lei da Ficha Limpa e a experiência de Hong Kong, que a partir de mudanças semelhantes conseguiu deixar de ser um dos países mais corruptos do mundo para se tornar o 17º mais honesto no ranking de percepção da corrupção da Transparência Internacional.

Saiba mais sobre a campanha: www.10medidas.mpf.mp.br


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