Você está aqui: Página Inicial / Intranets / intranets-rs / Cineminha sobre internet segura e Sala do Cidadãozinho marcam presença do MPF/RS na Feira de Criatividade da AABB Porto Alegre

Cineminha sobre internet segura e Sala do Cidadãozinho marcam presença do MPF/RS na Feira de Criatividade da AABB Porto Alegre

Evento ocorreu nos dias 14 e 15 deste mês e reuniu cerca de 400 crianças

Por meio do Núcleo de Apoio no Combate aos Crimes Cibernéticos e da Sala do Cidadão/Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF/RS) esteve presente na 5ª Feira de Criatividade, realizada pela AABB Porto Alegre, nos dias 14 e 15 deste mês, na Zona Sul da Capital. O espaço de reflexão sobre os cuidados ao acessar a internet, oportunizando um bate-papo com os alunos, brincadeiras e distribuição de cartilhas, recebeu cerca de 400 crianças – entre os autores dos projetos e representantes de quatro escolas municipais –, além de familiares e professores.

Com o tema “Semelhanças e Diferenças”, a feira abordou e retratou em 20 estações a ideia trabalhada e apresentada pelos estudantes. Foram quase três meses de dedicação e de estudos com a cartilha da SaferNet, disse Fernanda Andrade, gerente de projetos da AABB Porto Alegre, ao agradecer “imensamente” à participação do MPF/RS e a presença da procuradora da República Jaqueline Buffon – que coordenou as atividades da instituição ao lado dos servidores voluntários.

O espaço do MPF/RS com a apresentação de filminhos sobre segurança na internet e o Cantinho da Turminha do MPF, onde foi simulada a Sala do Cidadãozinho mostrando os canais de representação institucionais via internet, Sala do Cidadão e aplicativos, atraiu a atenção da gurizada, pais e educadores. Tudo com o objetivo de incentivar a discussão sobre cidadania, sociedade, futuro, e os riscos da internet, destacou Jaqueline. “Com o aumento das Tecnologias de Informação e Comunicação, uma nova área na educação surge, principalmente, para crianças e adolescentes, qual seja, a segurança no uso da internet. Um dos ensinamentos básicos é pensar antes de publicar, conhecendo a dimensão que pode ter a publicação de uma imagem na Web. Adultos, educadores, familiares precisam ter bem presentes os riscos que existem no uso das novas tecnologias e que hábitos devem ser adotados no espaço virtual”, afirmou. Para Lisane Berlato, chefe da Sala do Cidadão, aproximar-se da sociedade em atividades pedagógicas deve ser papel em todas as instituições de Direito, especialmente das que trabalham com Direitos Humanos, como o MPF.

Depoimentos – César Barck, eletrotécnico já aposentado e avô de uma das crianças que participavam da feira, gostou muito do debate. “Tenho viajado pelo mundo agora que me aposentei e vejo o bullying em todos os lugares, é um problema mundial”, comentou. Cyberbullying e racismo foram temas abordados pelos alunos em trabalhos que também focavam nas diferenças e semelhanças das relações virtuais e nas relações presenciais. A mãe de outro aluno, Denise Antunes, declarou que é “muito importante alertar aos jovens e seus responsáveis sobre certos riscos que existem ao navegar pela internet”. Denise ainda frisou que colocar os jovens diante de temas como racismo “é importante para que eles saibam desde cedo o mal que esse tipo de ideologia causa”.

Através de frases ditas e ouvidas em sala de aula, foram produzidos cartazes explicativos mostrando as mais diversas situações preconceituosas e criminosas. Emely Mattos Lemos, do 5º ano do Fundamental da Escola Montecristo, fez questão de ressaltar o que um aluno disse para uma colega há cerca de duas semanas: “Quando Deus te fez esqueceu o lápis de cor e te pintou só de preto”. E saiu em defesa: “Não importa a cor da pessoa. Todos somos iguais”. Já Guilherme Dutra Caldeira, de 11 anos, também do 5º ano do Fundamental da Escola Montecristo, mostrou todo orgulhoso que a sua tela foi pensada e colocada em prática a partir da pesquisa, informação e estudo. “Eu quis botar aqui a cidade que eu queria conhecer no mundo virtual – Paris. É no mundo virtual que posso conhecer lugares que eu nunca conheci”, diz, ao reconhecer que usa mais a internet para os estudos pois "é mais do que só futebol".

A participação do MPF faz parte da parceria firmada entre as entidades para alertar e conscientizar a população sobre os riscos e cuidados ao usar os meios digitais, especialmente quando acessados por crianças ou adolescentes. A proposta é trabalhada em conjunto com a organização não governamental SaferNet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) desde o ano passado.

login