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MPF pede que Polícia Federal investigue Aurélio da Padaria, vereador em São Leopoldo (RS)

Parlamentar foi flagrado em gravação conversando a respeito de nomeação de familiares e recebimento de propina para trocar de partido

O Ministério Público Federal em Novo Hamburgo (MPF/RS) pediu à Polícia Federal instauração de inquérito para apurar a suposta prática dos crimes de corrupção ativa e passiva nas tratativas que envolveram a formalização da filiação de Aurélio Schmidt, o Aurélio da Padaria, vereador do município de São Leopoldo, ao partido Rede Sustentabilidade, em dezembro de 2015.

O procurador da República Celso Antônio Tres informa, no pedido encaminhado à Polícia Federal, que teve acesso a uma gravação em áudio de reunião ocorrida em março deste ano na Câmara de Vereadores de São Leopoldo. Segundo o conteúdo da gravação, Giuliano Marcel Dionísio Reis - com a ciência de Antônio Carlos de Oliveira Pereira, o Kiko, chefe de gabinete do deputado federal João Derly - tratou com Aurélio sobre uma promessa que havia sido feita ao vereador de nomear uma filha do parlamentar para um cargo em comissão caso este trocasse de legenda. Aurélio saiu do PSDB para a Rede em dezembro de 2015, mas abandonou a Rede para se filiar ao PTB menos de três meses depois.

Tenha acesso ao áudio da gravação aqui

Giuliano Marcel é assessor parlamentar de Derly na Câmera Federal.

Na reunião gravada, Aurélio reclama para Giuliano acerca do não cumprimento da promessa da nomeação de sua filha para um cargo comissionado em que ela receberia R$ 5 mil mensais, o que, conforme o registro da gravação informa, foi o motivo pelo qual o vereador trocou de legenda partidária no final de 2015. Na mesma gravação, Aurélio também admite ter recebido R$ 2 mil a título de compensação pelo descumprimento da promessa de nomeação.

Tres acrescenta no pedido de abertura de inquérito que “não há menção à participação ou ciência dos fatos pelo Deputado Federal João Derly” e que tanto Kiko como Giuliano, na figura de servidores da Câmara e integrantes do gabinete de Derly, “valeram-se da autoridade dos cargos que ocupam para praticar o fato narrado”.

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